{"id":115,"date":"2012-01-14T11:42:37","date_gmt":"2012-01-14T11:42:37","guid":{"rendered":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/?p=115"},"modified":"2020-03-11T12:08:09","modified_gmt":"2020-03-11T12:08:09","slug":"moirika-reker-gilberto-reis","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/moirika-reker-gilberto-reis\/","title":{"rendered":"<b>Ciclo Espelho<\/b><br>Moirika Reker Gilberto Reis"},"content":{"rendered":"<p>\u201cPara qu\u00ea escrever poesia se pudemos falar pelo telefone?\u201d<\/p>\n<p>Assim me sinto quando olho para estas superf\u00edcies que abarcam&nbsp;o que rodeiam.<\/p>\n<p>Est\u00e3o l\u00e1 apenas para nos devolverem o que j\u00e1 era, mas sobre um outro \u00e2ngulo. Como a dizer &#8211; olha para este sil\u00eancio que parece mover-se, este sil\u00eancio desdobrado em outros, para este negro que tem dentro de si espa\u00e7o, cada vez mais espa\u00e7o.<\/p>\n<p>E continua.<\/p>\n<p>Percebes agora que \u201cn\u00e3o existe a palavra espelho, s\u00f3 existem espelhos, pois um \u00fanico \u00e9 uma infinidade de espelhos\u201d e quem caminha para dentro de seu espa\u00e7o transparente sem deixar nele o vest\u00edgio da pr\u00f3pria imagem, evita ver a luz para poder dizer:<\/p>\n<p>\u201cSim, hoje regressei ao sonho<\/p>\n<p>da morte como outra inven\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p>talvez como a \u00fanica verdade dentro deste equ\u00edvoco.<\/p>\n<p>E o que n\u00e3o sei \u00e9 se pode morrer um morto.\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 esta viol\u00eancia que o sil\u00eancio cortante do rufar do tambor anuncia, viol\u00eancias e uma hist\u00f3ria de perda de sucessivas perdas, \u201cno fundo, uma esp\u00e9cie de medita\u00e7\u00e3o sobre a morte de uma cultura e de uma arte, sobre as quais acabamos por pousar somente uns olhos j\u00e1 devorados\u201d<\/p>\n<p>E continua.<\/p>\n<p>\u201cAquilo que quero \u00e9 n\u00e3o ser mais gente.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Sofia Turman Lys<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_965\" style=\"width: 1884px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Captura-de-ecr\u00e3-2016-02-27-\u00e0s-18.26.02.png\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-965\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-965 size-full\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Captura-de-ecr\u00e3-2016-02-27-\u00e0s-18.26.02.png\" alt=\"Captura de ecr\u00e3 2016-02-27, \u00e0s 18.26.02\" width=\"1874\" height=\"1306\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Captura-de-ecr\u00e3-2016-02-27-\u00e0s-18.26.02.png 1874w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Captura-de-ecr\u00e3-2016-02-27-\u00e0s-18.26.02-300x209.png 300w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Captura-de-ecr\u00e3-2016-02-27-\u00e0s-18.26.02-1024x714.png 1024w\" sizes=\"(max-width: 1874px) 100vw, 1874px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-965\" class=\"wp-caption-text\">Exposi\u00e7\u00e3o <em>Ciclo Espelho<\/em>, no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_966\" style=\"width: 1886px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Captura-de-ecr\u00e3-2016-02-27-\u00e0s-18.26.27.png\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-966\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-966 size-full\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Captura-de-ecr\u00e3-2016-02-27-\u00e0s-18.26.27.png\" alt=\"Captura de ecr\u00e3 2016-02-27, \u00e0s 18.26.27\" width=\"1876\" height=\"1304\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Captura-de-ecr\u00e3-2016-02-27-\u00e0s-18.26.27.png 1876w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Captura-de-ecr\u00e3-2016-02-27-\u00e0s-18.26.27-300x209.png 300w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Captura-de-ecr\u00e3-2016-02-27-\u00e0s-18.26.27-1024x712.png 1024w\" sizes=\"(max-width: 1876px) 100vw, 1876px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-966\" class=\"wp-caption-text\">Exposi\u00e7\u00e3o Ciclo Espelho, no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_967\" style=\"width: 1898px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Captura-de-ecr\u00e3-2016-02-27-\u00e0s-18.26.52.png\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-967\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-967 size-full\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Captura-de-ecr\u00e3-2016-02-27-\u00e0s-18.26.52.png\" alt=\"Captura de ecr\u00e3 2016-02-27, \u00e0s 18.26.52\" width=\"1888\" height=\"1322\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Captura-de-ecr\u00e3-2016-02-27-\u00e0s-18.26.52.png 1888w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Captura-de-ecr\u00e3-2016-02-27-\u00e0s-18.26.52-300x210.png 300w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/01\/Captura-de-ecr\u00e3-2016-02-27-\u00e0s-18.26.52-1024x717.png 1024w\" sizes=\"(max-width: 1888px) 100vw, 1888px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-967\" class=\"wp-caption-text\">Exposi\u00e7\u00e3o <em>Ciclo Espelho<\/em>, no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><b>Territ\u00f3rio e Ac\u00e7\u00e3o<\/b><\/em><\/p>\n<p>Inscreve-se este novo ciclo no programa de estrat\u00e9gias que se endere\u00e7am \u00e0 sociedade civil, que passam por posicionar algumas das actividades do CAPC em lugares da cidade onde haja uma maior circula\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica; pretende-se especificamente captar a aten\u00e7\u00e3o daqueles que n\u00e3o frequentam habitualmente o CAPC ou sequer conhecem o seu papel na produ\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica contempor\u00e2nea e desse modo socializar a mais-valia art\u00edstica e simb\u00f3lica que se concretiza nos diferentes espa\u00e7os do CAPC (CAPC-Sereia, CAPC-Sede). De espa\u00e7o cultural expectante que aguarda os seus espectadores, os seus visitantes, de espa\u00e7o de representa\u00e7\u00e3o do campo art\u00edstico contempor\u00e2neo o CAPC assumiria um contrato social com a cidadania an\u00f3nima de Coimbra, realizaria uma migra\u00e7\u00e3o dos seus conte\u00fados para o c\u00edrculo da Civita Augescens, isto \u00e9 para o interior din\u00e2mico de Coimbra, para a sua capacidade de recep\u00e7\u00e3o e acolhimento dos outros, para a cultura da plurietnicidade e da supranacionalidade que definem o esfor\u00e7o desta urbe em se afastar do decl\u00ednio demogr\u00e1fico e econ\u00f3mico.<\/p>\n<p>\u00c9 o CAPC a descer \u00e0 cidade, inquirindo e desconcertando os cidad\u00e3os, mobilizando o quotidiano, promovendo a capacidade de recep\u00e7\u00e3o cr\u00edtica. O ciclo geral Territ\u00f3rio e ac\u00e7\u00e3o ser\u00e1 constitu\u00eddo por quatro ciclos: Santa Cruz, Espelho, Linha defensiva do Mondego e Link.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><b>Ciclo Espelho<\/b><\/em><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Santa Clara a velha, \u00e9 a migra\u00e7\u00e3o de um corpus arquitect\u00f3nico por diferentes condi\u00e7\u00f5es de exist\u00eancia, diferentes actualidades: ref\u00fagio, casa e teatro de um mundo, est\u00e1bulo, ru\u00edna, imagem, paisagem, monumento, tesouro arqueol\u00f3gico e finalmente laborat\u00f3rio e espa\u00e7o museol\u00f3gico onde se mediatiza. Santa Clara \u00e9 de facto um espa\u00e7o definido pela pluralidade e descontinuidade dos seus fins.<\/p>\n<p>O Mosteiro de Santa Clara ganhou o seu baptismo geri\u00e1trico (a velha) por incapacidade avan\u00e7ada; a fun\u00e7\u00e3o desprendeu-se da forma arquitect\u00f3nica no \u00faltimo quartel do s\u00e9culo XVII.&nbsp;E a liturgia deu lugar \u00e0 pecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>Originalmente destinada \u00e0s <i>Pen\u00e9lopes <\/i>beir\u00e3s, \u00e0s propriet\u00e1rias fundi\u00e1rias (a parte feminina do cume da ordem social vigente) que recusavam um dono e que queriam decidir a economia dos seus bens, Santa Clara, a casa coimbr\u00e3 das Damas Pobres, construiu-se como uma barreira arquitect\u00f3nica contra a penetra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada, contra a brutalidade testament\u00e1ria do pecado original.<\/p>\n<p>No uso deste edif\u00edcio como no de tantos outros espa\u00e7os conventuais, no regulamento do seu quotidiano intramuros, a consci\u00eancia h\u00e1ptica do humano, a agonia dos limites e das necessidades (a comida, os perfumes, os cheiros, os sons, as febres, o desconforto do corpo em mudan\u00e7a, a menstrua\u00e7\u00e3o, a fertilidade, a textura da experi\u00eancia, os brevi\u00e1rios, os excessos e as proibi\u00e7\u00f5es carnais, as missas, a probidade, o ego\u00edsmo, o deve e o haver dos segredos pessoais e colectivos, a contabilidade das in\u00fameras rendas e doa\u00e7\u00f5es, as obras, os olhares trocados, o \u00f3cio) e a ren\u00fancia dessa mesma condi\u00e7\u00e3o humana, a busca de um dever ser mais que natural, a busca do sagrado (o transcendente, a incompletude do presente, o bem que faz o mal e o mal que faz o bem, o sacrif\u00edcio, a paix\u00e3o, a luta contra a repeti\u00e7\u00e3o) foram mutuamente inclusivos.<\/p>\n<p>Nas margens de um rio que os romanos chamavam <i>Munda<\/i>, claridade, ergueu-se nos finais do s\u00e9c. XIII um ref\u00fagio contra o animalesco, a natureza, o inimigo; a clausura constituiu-se como um prolongamento de vida, como uma moeda de troca exigida pela protec\u00e7\u00e3o contra a intrus\u00e3o androc\u00eantrica, contra o matrim\u00f3nio coercivo. A vi\u00fava de um soberano dedicou-lhe uma nova Igreja e um hospital. Mas esse rio, filho de uma cordilheira glaciar, existia nos interst\u00edcios do terreno, nas cavidades subterr\u00e2neas e disputando a solidez do terreno fez o mosteiro das Clarissas coimbr\u00e3s adquirir um horizonte lagunar. O claustro, as naves do templo, foram imergindo nas cheias do Mondego e o pequeno reino das Damas Pobres foi recalcitrando em diferentes pisos at\u00e9 ao seu abandono. O ref\u00fagio, a est\u00e9tica do lugar vivido, a policromia dos azulejos, a cantaria aprofundada por m\u00e3os inteligentes, as colunas, as ab\u00f3bodas de ber\u00e7o, cederam o lugar \u00e0 ru\u00edna, ao esquecimento, ao espa\u00e7o alienado pelo tempo. O ref\u00fagio tornou-se a pictura de uma inutilidade, a representa\u00e7\u00e3o de algo que j\u00e1 n\u00e3o podia ser, o emblema da decad\u00eancia de todas as obras humanas mesmo das bem-intencionadas. A ru\u00edna improdutiva, insalubre, reum\u00e1tica tornou-se no s\u00e9c. XX um tesouro de um certo tipo de vida humana, o vest\u00edgio f\u00edsico de uma organiza\u00e7\u00e3o pr\u00e9-burguesa e pr\u00e9-industrial do espa\u00e7o comunit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Na fase final do s\u00e9c. XX, praticamente trezentos anos depois do seu abandono, o mosteiro adquire um novo estado cin\u00e9tico, uma nova exterioridade e uma nova subjectividade que o recoloca no mundo como objecto vivo: o Centro de Interpreta\u00e7\u00e3o do Mosteiro de Santa Clara a Velha.<\/p>\n<p>No desenho deste novo edif\u00edcio inscrevem-se muitos elementos da investiga\u00e7\u00e3o modernista: a evolu\u00e7\u00e3o criadora do essencialismo geom\u00e9trico que n\u00e3o mimetiza, que n\u00e3o ilustra mas que ao mesmo tempo consegue estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o narrativa com o lugar, a clareza funcional das partes, a fenomenologia do corpo que sai entrando, que toma consci\u00eancia da reversibilidade entre o interior constru\u00eddo e o exterior contemplado, vivido. Uma nave longitudinal segmentada, com vastas fenestra\u00e7\u00f5es que acentuam a fluidez e n\u00e3o o s\u00f3lido, o vis\u00edvel e n\u00e3o o escondido como propaga\u00e7\u00e3o do real no espa\u00e7o arquitect\u00f3nico. Dois corpos (ruina+ monumento), (casa+ museu) enfrentam-se e completam-se (ou desfixam-se). O tempo \u00e9 reconhec\u00edvel por aquilo que define as diferen\u00e7as entre estes dois pontos e no fluxo produzido pelo movimento entre essas categorias arquitect\u00f3nicas o espa\u00e7o supera a sua condi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculo, de objecto e \u201cmistura-se com o mundo\u201d.<\/p>\n<p>A motiva\u00e7\u00e3o tem\u00e1tica para a exposi\u00e7\u00e3o que agora o CAPC organiza neste espa\u00e7o sob o t\u00edtulo de \u201cEspelho\u201d foi a condi\u00e7\u00e3o inusitada de Santa Clara ter durante tr\u00eas s\u00e9culos convivido com o seu sim\u00e9trico reflectido nas margens do Mondego.<\/p>\n<p>O estranhamento perceptivo com que se encarava a presen\u00e7a desta realidade ainda perdura na mem\u00f3ria deste espa\u00e7o. Essa rela\u00e7\u00e3o entre o objecto e a representa\u00e7\u00e3o invertida da sua exterioridade, a arquitectura \u201cvendo e sendo vista a existir\u201d, revitalizou contraditoriamente a mat\u00e9ria constru\u00edda como uma anamnese liquida, expectante, como o espa\u00e7o de uma vida anterior, terminada cujo duplo \u201cafogado\u201d, como \u201cum sal\u00e3o no fundo de um lago\u201d, era tamb\u00e9m a marca do incompleto e a invoca\u00e7\u00e3o de um regresso.<\/p>\n<p>A forma arquitect\u00f3nica existiu duplamente como congelamento de um metabolismo antropol\u00f3gico\u2014Santa Clara, a ru\u00edna, ganhara um car\u00e1cter indexical, recordando a organiza\u00e7\u00e3o do isolamento comunit\u00e1rio, a hierarquiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o humanizado- e como auto-representa\u00e7\u00e3o na superf\u00edcie lacustre. O CAPC n\u00e3o podia deixar de revisitar o potencial de ambiguidade associado com esta experi\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Pedro Pousada,&nbsp;Janeiro de 2012<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CqMgb_L-YxQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #800000;\"><strong>&nbsp;<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cPara qu\u00ea escrever poesia se pudemos falar pelo telefone?\u201d Assim me sinto quando olho para estas superf\u00edcies que abarcam&nbsp;o que rodeiam. Est\u00e3o l\u00e1 apenas para nos devolverem o que j\u00e1 era, mas sobre um outro \u00e2ngulo. Como a dizer &#8211; olha para este sil\u00eancio que parece mover-se, este sil\u00eancio desdobrado em outros, para este negro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":119,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2],"tags":[25,14,13,4,6,11,12,26],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/115"}],"collection":[{"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=115"}],"version-history":[{"count":13,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/115\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3303,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/115\/revisions\/3303"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/119"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=115"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=115"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=115"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}