{"id":138,"date":"2012-03-10T14:15:53","date_gmt":"2012-03-10T14:15:53","guid":{"rendered":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/?p=138"},"modified":"2020-03-10T12:05:29","modified_gmt":"2020-03-10T12:05:29","slug":"o-rio-voador","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/o-rio-voador\/","title":{"rendered":"<b>O Rio Voador<\/b>"},"content":{"rendered":"<p><em><b>O Rio Voador<\/b><\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 rios que n\u00e3o sejam voadores, como ali\u00e1s quaisquer conceitos. Mas, aqui, a evoca\u00e7\u00e3o do rio faz-nos lembrar que ele divide a cidade em duas, com ele a cidade passa a ser duas,&nbsp;um lugar que \u00e9 pelo menos dois. Por outro lado, provocando um intervalo na cidade, o rio pode ser encarado como uma esp\u00e9cie&nbsp;de suspens\u00e3o da realidade. E, como todos sabemos, corre para outros lados\u2026<\/p>\n<p>Nesta capacidade de abstrac\u00e7\u00e3o que a experi\u00eancia de um rio potencia, esbatendo os contornos de um lugar f\u00edsico ou mental, um rio \u00e9 sobretudo uma experi\u00eancia est\u00e9tica.<\/p>\n<p>Para esta exposi\u00e7\u00e3o os artistas foram convidados a participar com obras que partissem da ideia de \u201crio voador\u201d. Ou, melhor, foram colocados perante o facto de a exposi\u00e7\u00e3o se chamar&nbsp;\u201cO Rio Voador\u201d, apresentando obras que habitassem este contexto.<\/p>\n<p>Assim, as pe\u00e7as aqui expostas, sendo expl\u00edcita ou n\u00e3o a ideia de rio, usando a imagem do rio nas potencialidades metaf\u00f3ricas de um rio, situam-se sobretudo num universo que a possibilidade de um rio voador abre.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Ant\u00f3nio Olaio,&nbsp;Mar\u00e7o de 2012<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">\n<div id=\"attachment_355\" style=\"width: 868px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/In\u00eas-Botelho-e-Francisco-Queir\u00f3s_O-Rio-Voador_Fotos.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-355\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-355 size-full\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/In\u00eas-Botelho-e-Francisco-Queir\u00f3s_O-Rio-Voador_Fotos.jpg\" alt=\"In\u00eas Botelho e Francisco Queir\u00f3s_O Rio Voador_Fotos\" width=\"858\" height=\"570\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/In\u00eas-Botelho-e-Francisco-Queir\u00f3s_O-Rio-Voador_Fotos.jpg 858w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/In\u00eas-Botelho-e-Francisco-Queir\u00f3s_O-Rio-Voador_Fotos-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 858px) 100vw, 858px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-355\" class=\"wp-caption-text\">Exposi\u00e7\u00e3o <em>Rio Voador<\/em>, no C\u00edrculo Sede<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_356\" style=\"width: 868px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/Pedro-Tudela-e-Rodrigo-Oliveira_O-Rio-Voador_Fotos.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-356\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-356 size-full\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/Pedro-Tudela-e-Rodrigo-Oliveira_O-Rio-Voador_Fotos.jpg\" alt=\"Pedro Tudela e Rodrigo Oliveira_O Rio Voador_Fotos\" width=\"858\" height=\"570\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/Pedro-Tudela-e-Rodrigo-Oliveira_O-Rio-Voador_Fotos.jpg 858w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/Pedro-Tudela-e-Rodrigo-Oliveira_O-Rio-Voador_Fotos-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 858px) 100vw, 858px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-356\" class=\"wp-caption-text\">Exposi\u00e7\u00e3o <em>Rio Voador<\/em>, no C\u00edrculo Sede<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_357\" style=\"width: 868px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/Rodrigo-Oliveira-e-Gon\u00e7alo-Pena_O-Rio-Voador_Fotos.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-357\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-357 size-full\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/Rodrigo-Oliveira-e-Gon\u00e7alo-Pena_O-Rio-Voador_Fotos.jpg\" alt=\"Rodrigo Oliveira e Gon\u00e7alo Pena_O Rio Voador_Fotos\" width=\"858\" height=\"570\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/Rodrigo-Oliveira-e-Gon\u00e7alo-Pena_O-Rio-Voador_Fotos.jpg 858w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/Rodrigo-Oliveira-e-Gon\u00e7alo-Pena_O-Rio-Voador_Fotos-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 858px) 100vw, 858px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-357\" class=\"wp-caption-text\">Exposi\u00e7\u00e3o <em>Rio Voador<\/em>, no C\u00edrculo Sede<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Paralelamente a esta, no Museu da \u00c1gua, podemos ver uma exposi\u00e7\u00e3o constru\u00edda pelos alunos de Arquitectura e Design e Multim\u00e9dia da Universidade de Coimbra, explorando outras potencialidades, nas expectativas transformadoras das especificidades disciplinares do design e da arquitectura.<\/p>\n<p>E, ao mesmo tempo, sendo alunos,&nbsp;nas potencialidades de dilui\u00e7\u00e3o disciplinar&nbsp;que essa condi\u00e7\u00e3o permite.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-143 size-full\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/oRioVoador_Flyer-ima1.png\" alt=\"oRioVoador_Flyer-ima1\" width=\"400\" height=\"147\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/oRioVoador_Flyer-ima1.png 400w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2012\/03\/oRioVoador_Flyer-ima1-300x110.png 300w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p><em><b>O Rio Voador<\/b><\/em><\/p>\n<p>O <i>Rio Voador <\/i>\u00e9 um projecto que resulta em duas exposi\u00e7\u00f5es. A segunda, exposi\u00e7\u00e3o de artistas pl\u00e1sticos, acontecer\u00e1 na Sede do C\u00edrculo de Artes Pl\u00e1sticas de Coimbra. A primeira encontra neste Museu da \u00c1gua lugar e contexto conceptual.<\/p>\n<p>Neste museu, na pr\u00f3pria proximidade do rio Mondego, as pe\u00e7as desta exposi\u00e7\u00e3o podem surgir com sendo seu eco e deriva.<\/p>\n<p>Os trabalhos realizados pelos alunos de Arquitectura e de Design e Multim\u00e9dia da Universidade de Coimbra encontram diferentes formas de responder a este repto.<\/p>\n<p>Os alunos de Desenho II, do curso de arquitectura (trabalhos coordenados pelos professores Ant\u00f3nio&nbsp;Olaio e Pedro Pousada), criaram uma pe\u00e7a suspensa estendendo-se longitudinalmente na sala de exposi\u00e7\u00f5es do Museu da \u00c1gua, azul, linear, como abstrac\u00e7\u00e3o ou s\u00edntese da ideia de rio, feita da jun\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as criadas individualmente por cada aluno. Este \u201crio voador\u201d, assim autonomizado, nasce da ideia de um rio que concentra em si as pr\u00f3prias margens, s\u00edntese da ideia de que um rio inclui as suas margens. E, na contamina\u00e7\u00e3o da ideia de arquitectura, este rio \u00e9 um rio constru\u00eddo. Solidez tornada l\u00edquida, fluida, nestas formas que se estendem como um rio.<\/p>\n<p>E, nas paredes da sala de exposi\u00e7\u00e3o, os trabalhos dos alunos dos cursos de Design e Multim\u00e9dia: Os alunos de Desenho e Representa\u00e7\u00e3o (trabalhos coordenados pela&nbsp;professora Alice Geirinhas), em papel recortado, fazem eco do curso linear deste rio imaginado, em silhuetas que se espelham como margens que se reflectem,&nbsp;mas o reflexo \u00e9 outra coisa, num rio que cria a sua pr\u00f3pria realidade. Os alunos de Estudos de Composi\u00e7\u00e3o (trabalhos coordenados pelo professor Ant\u00f3nio Olaio), em imagens projectadas, mostram-nos a abstrac\u00e7\u00e3o do fluir de letras que, em vez de produzir texto, significado, produzem o sentido de um fluxo de formas. Evocando&nbsp;o sentido de um discurso, mas sendo sobretudo explora\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica de uma condi\u00e7\u00e3o pr\u00e9-discursiva, da plasticidade pura do pensamento.<\/p>\n<p>De facto, em qualquer produ\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica, a ess\u00eancia \u00e9 sempre o pensamento. E, aqui, o pensamento encontra na ideia de rio uma tradu\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica eloquente.<\/p>\n<p>No rio onde nos podemos espelhar para nos vermos, reconhecermos, mas em imagens cujos contornos se tornam mut\u00e1veis, din\u00e2micos, por for\u00e7a da superf\u00edcie de um espelho em permanente movimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"500\" height=\"375\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HP_p0X4HpG8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/c36KeL9AqYc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Rio Voador N\u00e3o h\u00e1 rios que n\u00e3o sejam voadores, como ali\u00e1s quaisquer conceitos. 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