{"id":1835,"date":"2016-10-28T10:38:47","date_gmt":"2016-10-28T10:38:47","guid":{"rendered":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/?p=1835"},"modified":"2020-03-10T18:11:45","modified_gmt":"2020-03-10T18:11:45","slug":"museu-quentefrio","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/museu-quentefrio\/","title":{"rendered":"<b>Quente\/Frio<\/b>"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>MUSEU<\/strong><\/em> (projectado desde 2001 e constru\u00eddo pela primeira vez em Novembro de 2015 para a edi\u00e7\u00e3o inaugural do <a href=\"http:\/\/anozero-bienaldecoimbra.pt\/\">Anozero \u2014 Bienal de Arte Contempor\u00e2nea de Coimbra<\/a>) \u00e9 uma experi\u00eancia art\u00edstica destinada a p\u00f4r \u00e0 prova as nossas ideias pr\u00e9-concebidas acerca do que \u00e9 um museu, como funciona e quais os seus objectivos. F\u00e1-lo atrav\u00e9s da redu\u00e7\u00e3o da escala de um museu, em termos de arquitetura e de colaboradores, at\u00e9 conseguir que&nbsp; possa ser compreendido num s\u00f3 olhar; expondo o seu funcionamento ao p\u00fablico; e, por \u00faltimo, apelando \u00e0 participa\u00e7\u00e3o directa do p\u00fablico nas suas actividades.<\/p>\n<p>\u00c9 um edif\u00edcio rectangular com duas entradas que permitem atravess\u00e1-lo na sua largura. De ambos os lados do percurso, duas vitrinas permitem ver duas salas, apenas com acesso pela cobertura. Os objectos a expor nestas salas apenas obedecem a um crit\u00e9rio de selec\u00e7\u00e3o: atrav\u00e9s de um convite publicado num jornal local convocam-se os residentes a escolher as pe\u00e7as que gostariam de ver expostas e, atrav\u00e9s de um pequeno texto, a partilhar as raz\u00f5es para tal escolha.<\/p>\n<p>Os objectos propostos podem ser de qualquer tipo: n\u00e3o t\u00eam de ser obras de arte contempor\u00e2nea, nem sequer precisam de ser obras de arte. A \u00fanica limita\u00e7\u00e3o \u00e9 a de poderem passar na abertura existente na cobertura, com um metro quadrado.<\/p>\n<p>O <strong><em>MUSEU<\/em><\/strong> tem tr\u00eas funcion\u00e1rios com fun\u00e7\u00f5es definidas: o Director, o Curador e o Conservador. Ao Director compete escrever o an\u00fancio-convite, receber as propostas, avali\u00e1-las e seleccionar a final. Tamb\u00e9m a si compete o tempo de exibi\u00e7\u00e3o e a frequ\u00eancia de novas exposi\u00e7\u00f5es. O Curador prepara os objectos escolhidos para serem expostos nas duas vitrinas, assim como os textos que os acompanham. Ao Conservador reserva-se o acesso \u00e0s vitrinas. Ser\u00e1 ele o respons\u00e1vel pelo correcto acondicionamento das pe\u00e7as, assim como pela cenografia expositiva dos objectos, segundo o gui\u00e3o dado pelo Curador.<\/p>\n<p><em><strong>MUSEU<\/strong><\/em> \u00e9 um museu experimental e uma obra de arte por si s\u00f3. Concebido e projectado por Francisco Tropa em 2001, nunca tinha sido constru\u00eddo at\u00e9 \u00e0 edi\u00e7\u00e3o inaugural do <a href=\"http:\/\/anozero-bienaldecoimbra.pt\/\">Anozero \u2014 Bienal de Arte Contempor\u00e2nea de Coimbra<\/a>. Esta \u00e9 a sua primeira exposi\u00e7\u00e3o. E \u00e9 agora, quinze anos depois de ter sido projectado, que finalmente o Museu se cumpre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr>\n<p>*<em><strong>MUSEU<\/strong><\/em>, um equipamento projectado desde 2001 e constru\u00eddo pela primeira vez em Novembro de 2015 para a edi\u00e7\u00e3o inaugural do <a href=\"http:\/\/anozero-bienaldecoimbra.pt\/\">Anozero \u2014 Bienal de Arte Contempor\u00e2nea de Coimbra<\/a>, uma organiza\u00e7\u00e3o do C\u00edrculo de Artes Pl\u00e1sticas de Coimbra, da C\u00e2mara Municipal de Coimbra e da Universidade de Coimbra.<br \/>\nO equipamento&nbsp; <em><strong>MUSEU<\/strong><\/em> situa-se na Pra\u00e7a Cortes de Coimbra, junto \u00e0 ponte de St\u00aa Clara.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Quente-Frio-Museu.png\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-1838\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Quente-Frio-Museu.png\" alt=\"quente-frio-museu\" width=\"869\" height=\"1231\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Quente-Frio-Museu.png 869w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Quente-Frio-Museu-212x300.png 212w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Quente-Frio-Museu-723x1024.png 723w\" sizes=\"(max-width: 869px) 100vw, 869px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong><em>Quente\/Frio<\/em><\/strong> \u00e9 o par expositivo que elegemos para a inaugura\u00e7\u00e3o do ciclo de exposi\u00e7\u00f5es da obra <strong><em>MUSEU<\/em><\/strong> de Francisco Tropa, uma escultura equipamento, com um Diretor, um Curador e um Conservador, de acordo com o programa de funcionamento determinado pelo artista.<\/p>\n<p><em><strong>Quente<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Em <em>Quente<\/em>, revelamos por antecipa\u00e7\u00e3o o tema da edi\u00e7\u00e3o de 2017, do <a href=\"http:\/\/anozero-bienaldecoimbra.pt\/\">Anozero \u2014 Bienal de Arte Contempor\u00e2nea de Coimbra<\/a>. <em>Curar e Reparar<\/em> \u00e9 a proposta de Delfim Sardo, curador geral dessa edi\u00e7\u00e3o e da qual apresentamos um excerto do texto curatorial:<\/p>\n<p>\u201cPara 2017, num mundo que reclama sistematicamente ser sarado das feridas que permanentemente abre, a possibilidade de pensar quest\u00f5es que se dirigem directamente \u00e0 m\u00e1quina avariada do mundo, como \u00e0 fragilidade do corpo, \u00e0 incerteza da economia, \u00e0 necessidade de permanente compensa\u00e7\u00e3o, surge com uma urg\u00eancia quase at\u00e9 agora inaudita.<\/p>\n<p>Reparar \u00e9 uma palavra de muitas significa\u00e7\u00f5es: tanto quer dizer acautelar como compensar, arranjar como ver. Simbolicamente possui uma conota\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, portanto social; e simultaneamente uma vertente pessoal, como restauro; ou mesmo urbana, social e colectivamente activa.<\/p>\n<p>\u00c9 deste mundo, doente, como disse Tony Judt, que \u00e9 necess\u00e1rio tratar. Curar.<\/p>\n<p>E a arte n\u00e3o \u00e9, certamente, o melhor processo de cura e repara\u00e7\u00e3o, porque se situa no campo da fic\u00e7\u00e3o, do projecto de repara\u00e7\u00e3o e cura. No entanto, numa altura na qual os processos art\u00edsticos parecem viver t\u00e3o fascinados com a nostalgia de uma radicalidade perdida e que, portanto, precisa de ser performatizada recorrente e repetitivamente, talvez encenar a cura, expor a repara\u00e7\u00e3o, a sutura, a costura que une, corresponda a uma necessidade do nosso tempo.\u201d<\/p>\n<p>Adicionalmente a Bienal promover\u00e1 um ciclo de confer\u00eancias com curadoria conjunta de Delfim Sardo e Jo\u00e3o Maria Andr\u00e9, que procurar\u00e1 reflectir sobre as v\u00e1rias inst\u00e2ncias da cura e do cuidado, da hospitalidade e da repara\u00e7\u00e3o, cruzando saberes oriundos da teoria da arte e da curadoria, da filosofia e da psican\u00e1lise, da hist\u00f3ria e da arquitectura.<\/p>\n<p>Foi proposto aos dois curadores e ao entrevistador, Nuno Grande, que escolhessem um objeto que sintetizasse o tema da Bienal.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/N009ZKhsFdw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>Quente<\/em>, posiciona-nos do lado da a\u00e7\u00e3o regeneradora que o mundo reclama.<\/p>\n<p><strong><em>Frio<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Frio<\/em> \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o que confronta o p\u00fablico com os n\u00fameros das \u00e1reas ardidas em territ\u00f3rio nacional, entre 1 de Janeiro a 30 de Setembro de 2016.<\/p>\n<p>Nos Relat\u00f3rios provis\u00f3rios de inc\u00eandios florestais do Instituto da Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza e Florestas (<em>ICNF<\/em>) podemos ler que:<\/p>\n<p>\u201cA base de dados nacional de inc\u00eandios florestais regista, no per\u00edodo compreendido entre o dia 1 de janeiro e o dia 30 de setembro, um total de 12489 ocorr\u00eancias (2461 inc\u00eandios florestais e 10028 fogachos) que resultaram em 150364 hectares de \u00e1rea ardida, entre povoamentos (82595ha) e matos (67769ha).<\/p>\n<p>Comparando os valores do ano de 2016 com o hist\u00f3rico dos \u00faltimos 10 anos destaca-se que se registaram menos 24% de ocorr\u00eancias relativamente \u00e0 m\u00e9dia verificada no dec\u00e9nio 2006-2015 e que ardeu 112% &nbsp;mais \u00e1rea do que a respetiva m\u00e9dia nesse per\u00edodo. O ano de 2016 apresenta, desde 2006 (at\u00e9 ao dia 30 de setembro), o quarto valor mais baixo em n\u00famero de ocorr\u00eancias e o valor mais elevado de \u00e1rea ardida.<\/p>\n<p>At\u00e9 30 de setembro de 2016 h\u00e1 registo de 816 reacendimentos, menos 486 do que a m\u00e9dia do per\u00edodo 2006-2015\u201d, o que equivale a dizer que no per\u00edodo em aprecia\u00e7\u00e3o ardeu o equivalente a aproximadamente 150000 campos de futebol, uma medida informal, mas facilmente apreens\u00edvel e que d\u00e1 bem a dimens\u00e3o do problema.<\/p>\n<p><em>Frio<\/em> posiciona-se assim do lado da estupefa\u00e7\u00e3o e reclama uma a\u00e7\u00e3o urgente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MUSEU (projectado desde 2001 e constru\u00eddo pela primeira vez em Novembro de 2015 para a edi\u00e7\u00e3o inaugural do Anozero \u2014 Bienal de Arte Contempor\u00e2nea de Coimbra) \u00e9 uma experi\u00eancia art\u00edstica destinada a p\u00f4r \u00e0 prova as nossas ideias pr\u00e9-concebidas acerca do que \u00e9 um museu, como funciona e quais os seus objectivos. F\u00e1-lo atrav\u00e9s da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1837,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1835"}],"collection":[{"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1835"}],"version-history":[{"count":9,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1835\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3266,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1835\/revisions\/3266"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1837"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1835"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1835"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1835"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}