{"id":2122,"date":"2018-05-10T14:54:38","date_gmt":"2018-05-10T14:54:38","guid":{"rendered":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/?p=2122"},"modified":"2020-03-11T11:20:01","modified_gmt":"2020-03-11T11:20:01","slug":"recomeco-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/recomeco-do-mundo\/","title":{"rendered":"<b>Recome\u00e7o do Mundo<\/b><br>Gon\u00e7alo Barreiros"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><strong>O que resta \u00e9 um paradoxo<\/strong><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Referi uma vez o artista Bruce Nauman, a prop\u00f3sito do trabalho de Gon\u00e7alo Barreiros, num livro trabalhado a quatro m\u00e3os, entre mim e o artista,<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> no que respeita ao contexto da sua utiliza\u00e7\u00e3o da palavra nas obras e nos t\u00edtulos destas. A quest\u00e3o que me levou a apontar o fonema, a palavra escrita, a sua locu\u00e7\u00e3o, ou a inscri\u00e7\u00e3o resgatada a um objecto apropriado e, posteriormente, recontextualizado \u2014 como, por exemplo, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Sem t\u00edtulo, Tampa de esgoto<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, de 2008 \u2014 mant\u00e9m-se presente e \u00e9 absolutamente indissoci\u00e1vel da po\u00e9tica e do car\u00e1cter disruptivo do seu trabalho, mas tamb\u00e9m da sua resson\u00e2ncia com a manualidade do trabalho de escultor e a sua dimens\u00e3o conceptual.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Recome\u00e7o do Mundo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e9 o t\u00edtulo de uma instala\u00e7\u00e3o de grandes, e vari\u00e1veis, dimens\u00f5es que ocupa as tr\u00eas salas da arquitectura equilibrada e funcional que caracteriza o espa\u00e7o do CAPC, o C\u00edrculo de Artes Pl\u00e1sticas de Coimbra. Esta obra \u00e9 trabalhada a partir de restos, desperd\u00edcios de outras obras, sendo aqui conveniente recordar a exposi\u00e7\u00e3o realizada na Galeria Vera Cort\u00eas, sob o t\u00edtulo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Declara\u00e7\u00e3o Amig\u00e1vel<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, tamb\u00e9m com uma \u00fanica obra no espa\u00e7o da galeria. Nesta obra, datada de 2017, Gon\u00e7alo Barreiros esventrava a galeria, deixando o seu espa\u00e7o amplo quase intocado, utilizando apenas uma parede com o sentido de concentrar o corpo do espectador em confronto com os c\u00edrculos informes que constituem essa escultura, que nos reenvia para modelos de c\u00e2maras de ar de diferentes dimens\u00f5es pertencentes a veloc\u00edpedes ou outros ve\u00edculos motores. Mas esses objectos encostados, como se estivessem numa oficina a aguardar a resolu\u00e7\u00e3o da hipot\u00e9tica \u00abdeclara\u00e7\u00e3o amig\u00e1vel\u00bb, remetem para um paradoxo relacional entre a possibilidade remota da refer\u00eancia utilizada e a operatividade do objecto art\u00edstico enquanto palimpsesto do seu significado material e simultaneamente da sua nomea\u00e7\u00e3o, que se perpetua na reinscri\u00e7\u00e3o da palavra na nossa mem\u00f3ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nas duas obras que refiro, existem algumas aproxima\u00e7\u00f5es e outras tantas contradi\u00e7\u00f5es. O que as aproxima, al\u00e9m do factor humano presente na manualidade que o trabalho do ferro ou do a\u00e7o exige, \u00e9 o pensamento sobre o espa\u00e7o e o seu contexto, patente na forma como s\u00e3o expostas, ocupando de forma diversa todo o espa\u00e7o, onde a obra e o seu contentor se fundem como um objecto singular e espec\u00edfico. Concorre para esta aproxima\u00e7\u00e3o a disposi\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo, como j\u00e1 mencionei, e acentuo o termo \u00abdisposi\u00e7\u00e3o\u00bb, dado que este \u00e9 de tal forma operativo e desestabilizador dos v\u00e1rios sentidos que as obras v\u00e3o activando, fazendo parte da composi\u00e7\u00e3o<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> destas,<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> tal como a pintura que reveste os metais de que s\u00e3o feitas e que t\u00eam uma enorme import\u00e2ncia no tempo de observa\u00e7\u00e3o e na estranheza a que \u00e9 sujeito o &nbsp;espectador.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por um lado, o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Recome\u00e7o do Mundo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00e9 na sua totalidade uma met\u00e1fora da reinven\u00e7\u00e3o do mundo enquanto experi\u00eancia subjectiva da obra que se mostra na intermit\u00eancia do seu reflexo lum\u00ednico e da extens\u00e3o das salas do CAPC, e que reaparecendo desaparece por entre fios de cor, l\u00e2minas pol\u00edcromas ou corpos helicoidais que aparentemente nos guiam o olhar. Mas esta n\u00e3o \u00e9 uma obra para observar num exerc\u00edcio de aproxima\u00e7\u00e3o e distanciamento em que se reconhecem as diferen\u00e7as de grandeza entre as formas e os micro-acontecimentos que estas encerram. Aparece-nos como uma paisagem que, ao ser percorrida, nos faz sentir a inabilidade do corpo que a pode ferir, por exemplo, pisando-a, o que nos coloca perante a conting\u00eancia do espa\u00e7o frente ao corpo que j\u00e1 n\u00e3o o reconhece. Por isso, \u00e9 prov\u00e1vel que seja necess\u00e1rio recome\u00e7ar a reaprender a olhar, a reconstituir a nossa corporalidade com uma capacidade perceptiva que poder\u00edamos identificar como performativa. Mas a performatividade n\u00e3o \u00e9 a inten\u00e7\u00e3o do artista, porque a puls\u00e3o que est\u00e1 na base desta imensid\u00e3o \u00e9 apenas uma aritm\u00e9tica simples que adiciona elementos na sua composi\u00e7\u00e3o espacial e na dimens\u00e3o que estes podem acrescentar a outros. Todos provenientes do desbaste, da ac\u00e7\u00e3o transformadora que outras obras exigiram e que foi ficando como se o ateli\u00ea fosse, no seu limite, excessivo: um imenso reposit\u00f3rio de mem\u00f3rias e de procedimentos. E no final, essas sobras s\u00e3o nada menos do que a mat\u00e9ria inici\u00e1tica e necess\u00e1ria para repensar uma ideia de espa\u00e7o sem perder de vista o local da exposi\u00e7\u00e3o e as suas condi\u00e7\u00f5es arquitect\u00f3nicas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Mas, por outro lado, o trabalho de Gon\u00e7alo Barreiros \u00e9 pautado por uma disciplina austera que se concentra nas condi\u00e7\u00f5es e rela\u00e7\u00f5es que a sua obra pode criar na exposi\u00e7\u00e3o enquanto dispositivo perceptivo que vai accionar todos os sentidos humanos. Seja atrav\u00e9s de um desenho, do som, de um ru\u00eddo, de uma palavra, de um zumbido ou de uma estrid\u00eancia met\u00e1lica; mas, tamb\u00e9m, da instabilidade do equil\u00edbrio, da diferen\u00e7a de escalas e propor\u00e7\u00f5es, ou da aus\u00eancia da cor e, paradoxalmente, da sua presen\u00e7a multifilar, entrecortada em planos e linhas dispersos como se uma anamorfose se apoderasse do espa\u00e7o. Neste caso em concreto, dos tr\u00eas espa\u00e7os das galerias.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Recome\u00e7o do Mundo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, Gon\u00e7alo Barreiros reconfigura uma ideia que se materializa como um coment\u00e1rio ao caos, n\u00e3o ao caos c\u00f3smico, mas a uma ideia de caducidade das normas e da m\u00e9trica que a escultura\/instala\u00e7\u00e3o indexa a esse estado inici\u00e1tico que se constr\u00f3i a partir do que j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 nome\u00e1vel, j\u00e1 n\u00e3o tem forma que o defina e, por isso mesmo, \u00e9 uma mat\u00e9ria em estado puro, pronta a ser trabalhada como se fosse a primeira vez, embora contendo todas as anteriores que ali (re)come\u00e7am. Contudo, esta exposi\u00e7\u00e3o, tal como a obra que inicialmente referi, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Sem t\u00edtulo, Tampa de esgoto<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, de 2008, \u00e9 uma tentativa, e um desafio, que diz respeito a uma quest\u00e3o importante na hist\u00f3ria da arte: a especificidade de uma obra num contexto e num espa\u00e7o determinado, e n\u00e3o qualquer outro. O que me faz recordar, e retomar, uma cita\u00e7\u00e3o de Richard Serra que passo a transcrever: \u00abThe specificity of site-oriented works means that they are conceived for, dependent upon, and inseparable from their location. Scale, size, and placement of sculptural elements result from an analysis of the particular environmental components of a given context. The preliminary analysis of a given site takes into consideration not only formal but social and political characteristics of the site.\u00bb<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O projecto para as galerias do CAPC \u00e9 uma proposta que encerra em si mesma a reconstru\u00e7\u00e3o desse espa\u00e7o enquanto lugar de trabalho que se prolonga sem princ\u00edpio nem fim que o defina, pois, ao entrarmos nele, constitu\u00edmo-nos como uma parte do seu movimento perp\u00e9tuo que s\u00f3 ali pode ter a sua exist\u00eancia, independentemente do devir, mas sem d\u00favida como um desenho que introduz um v\u00ednculo org\u00e2nico no rigor e na mem\u00f3ria da sua arquitectura.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Jo\u00e3o Silv\u00e9rio\u2217<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u2217 O autor n\u00e3o segue o recente Acordo Ortogr\u00e1fico. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/GoncaloBarreiros_JUN18-certo.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-2135\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/GoncaloBarreiros_JUN18-certo.jpg\" alt=\"GoncaloBarreiros_JUN18 certo\" width=\"1123\" height=\"1587\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/GoncaloBarreiros_JUN18-certo.jpg 1123w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/GoncaloBarreiros_JUN18-certo-212x300.jpg 212w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/GoncaloBarreiros_JUN18-certo-725x1024.jpg 725w\" sizes=\"(max-width: 1123px) 100vw, 1123px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Gon\u00e7alo Barreiros vive e trabalha em Lisboa. \u00c9 formado em Escultura pela escola Ar.Co e mestre em Belas Artes, pela Slade School of Fine Arts de Londres, com a bolsa da Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2004, fez a resid\u00eancia art\u00edstica atribu\u00edda pela CML em Budapeste.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Das suas exposi\u00e7\u00f5es individuais, destacam-se: <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Vraum<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, Chiado 8 (Lisboa, 2013); <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">n.\u00ba 17, Empty Cube, <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">no CAPC \u2013 C\u00edrculo de Artes Pl\u00e1sticas de Coimbra (2013), e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Woodpecker,<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> na Ermida de B\u00e9lem (Lisboa, 2012).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O seu trabalho integra v\u00e1rias exposi\u00e7\u00f5es coletivas \u2014 nomeadamente <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Involuntary Memory<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, Lu\u00eds Adelantado (Val\u00eancia, 2017); <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Sala dos Gessos<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, Museu da Eletricidade (Lisboa, 2016); <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Sem t\u00edtulo \u00e9 um bom t\u00edtulo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, Ar S\u00f3lido (Lisboa, 2016); <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Materiais Transit\u00f3rios<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, Sociedade Nacional de Belas Artes (Lisboa, 2016); <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Canal Caveira<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, Cordoaria Nacional (Lisboa, 2015); <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">O Riso<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, Museu da Eletricidade (Lisboa, 2012); <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Plus 1<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, Perry Rubenstein Gallery (Nova Iorque, 2010); <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Triangle Room<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (Programa Curatorial do Chelsea College of Art and Design, 2008) \u2014 e o Pr\u00e9mio EDP \u2013 Novos Artistas, Museu de Serralves (Porto, 2003).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nos \u00faltimos anos, tem apresentado regularmente o seu trabalho na <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Galeria Vera Cort\u00eas, destacando-se as suas exposi\u00e7\u00f5es individuais <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">3\/4<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (2006), <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">quero eu fazer as coisas\u2026<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (2008), <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Nosey Parker<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> e, mais recentemente, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Declara\u00e7\u00e3o Amig\u00e1vel<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> (2017).<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Gon\u00e7alo-Barreiros-Recome\u00e7o-do-Mundo-1.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2276 size-large alignleft\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Gon\u00e7alo-Barreiros-Recome\u00e7o-do-Mundo-1-1024x680.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"680\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Gon\u00e7alo-Barreiros-Recome\u00e7o-do-Mundo-1-1024x680.jpg 1024w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Gon\u00e7alo-Barreiros-Recome\u00e7o-do-Mundo-1-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Gon\u00e7alo-Barreiros-Recome\u00e7o-do-Mundo-3.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-large wp-image-2278\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Gon\u00e7alo-Barreiros-Recome\u00e7o-do-Mundo-3-1024x680.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"680\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Gon\u00e7alo-Barreiros-Recome\u00e7o-do-Mundo-3-1024x680.jpg 1024w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Gon\u00e7alo-Barreiros-Recome\u00e7o-do-Mundo-3-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"620px\" height=\"571px\" src=\"https:\/\/www.yumpu.com\/pt\/embed\/view\/hXSaVL6Riud1TCPt\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"true\" allowtransparency=\"true\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; 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