{"id":2699,"date":"2019-01-07T11:26:20","date_gmt":"2019-01-07T11:26:20","guid":{"rendered":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/?p=2699"},"modified":"2020-03-11T11:44:09","modified_gmt":"2020-03-11T11:44:09","slug":"fermata","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/fermata\/","title":{"rendered":"<b>Fermata<\/b><br>Jo\u00e3o Ferro Martins"},"content":{"rendered":"\n<p>Na exposi\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>Fermata<\/em>&nbsp;(do italiano&nbsp;de parada), que tamb\u00e9m se refere \u00e0 suspens\u00e3o na nota\u00e7\u00e3o musical, Jo\u00e3o Ferro Martins apresenta um conjunto de obras de 2019 feitas a partir de conceitos como pausa, espera, respira\u00e7\u00e3o, sil\u00eancio, invariabilidade. Palavras ligadas \u00e0 m\u00fasica, mas que tamb\u00e9m se aplicam quando falamos de ciclos ou de rotina. A constante necessidade de tempo que n\u00e3o controlamos e a soberania c\u00edclica dos dias e das tarefas parecem suspender-nos letargicamente criando assim um contrassenso, como objetos disfuncionais ou cuja fun\u00e7\u00e3o foi deslocada.<br><br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"725\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/desd_CAPC_Fermata_FEV19-725x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2863\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/desd_CAPC_Fermata_FEV19-725x1024.jpg 725w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/desd_CAPC_Fermata_FEV19-212x300.jpg 212w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/desd_CAPC_Fermata_FEV19-768x1085.jpg 768w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/01\/desd_CAPC_Fermata_FEV19.jpg 1123w\" sizes=\"(max-width: 725px) 100vw, 725px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><\/h2>\n\n\n\n<p style=\"text-align:center\"><strong>Pausa, suspens\u00e3o, <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:center\"><strong>transe <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:center\"><strong>e <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:center\"><strong>outras mortes <\/strong><br><\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:right\">\u00abAnd so on. (<em>Pause<\/em>.) Be again, be again. (<em>Pause<\/em>.) All that old misery. (<em>Pause<\/em>.) One wasn\u2019t enough for you. (<em>Pause<\/em>.) Lie down across her.\u00bb<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:right\">Samuel Beckett, <em>Krapp\u2019s Last Tape<\/em> (1958)<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o <em>Fermata <\/em>apresenta uma s\u00e9rie de novas obras do artista Jo\u00e3o Ferro Martins no C\u00edrculo de Artes Pl\u00e1sticas de Coimbra. O t\u00edtulo, que tem origem no termo <em>fermare<\/em> (parar, pausar, aguentar), remete para o s\u00edmbolo de nota\u00e7\u00e3o musical usado para indicar que o som dever\u00e1 ser prolongado ou estendido para l\u00e1 da dura\u00e7\u00e3o normal do valor da nota. Sendo por vezes tamb\u00e9m utilizado para indicar o final de uma frase, sec\u00e7\u00e3o da obra e, em concerto, para determinar o ponto de uma cand\u00eancia. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pausa<\/strong><br><\/p>\n\n\n\n<p><em>Fermata, <\/em>al\u00e9m de ser um nome singular, \u00e0 priori mais contido na evoca\u00e7\u00e3o, tem um significado que nos oferece dois movimentos em simult\u00e2neo \u2014 o acto de parar e o de prolongar. Nesta opera\u00e7\u00e3o, acontecem dois tipos de pausa, muito usados na maioria das obras do artista: pausa do objecto (aparentemente est\u00e1tico, mas que reverbera se o olharmos com aten\u00e7\u00e3o) e o prolongamento dessa pausa no olhar do espectador. Isto porque no seu trabalho \u00e9 habitual o sublinhar-se da paragem, por uma necessidade pr\u00e1tica ou tempor\u00e1ria de cristaliza\u00e7\u00e3o da obra, antecedida e precedida por uma reflex\u00e3o sobre a exist\u00eancia corporal num tempo (do ser e da obra do ser e do ser que v\u00ea a obra <em>and so on<\/em>). E se uma pausa pode ter a mesma dura\u00e7\u00e3o de um prolongamento, podendo isto ser verdade tanto na m\u00fasica (tempo), como na mat\u00e9ria (espa\u00e7o), o prolongamento em si \u00e9 uma forma de pausa com movimento. A escolha deste t\u00edtulo sublinha isso mesmo, estabelecendo uma grande premissa agregadora para a exposi\u00e7\u00e3o. Celebra tamb\u00e9m a ess\u00eancia da escultura no geral como ferramenta ontol\u00f3gica e a morte tempor\u00e1ria do objecto para a cria\u00e7\u00e3o de novos significados.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras vezes, no passado, Jo\u00e3o Ferro Martins (JFM) recorreu \u00e0 l\u00edngua de Dante para a concep\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo, como e por exemplo na sua anterior exposi\u00e7\u00e3o individual \u2014 <em>Sottile sfumatura di rumore<\/em> \u2014 na 3+1 Arte Contempor\u00e2nea, em Lisboa (2017). Neste caso, a exposi\u00e7\u00e3o foi composta por pe\u00e7as que funcionavam como um conjunto de cen\u00e1rios e <em>apparatus<\/em> usados posteriormente para a rodagem de um filme. E o t\u00edtulo em italiano foi usado para evoca\u00e7\u00e3o po\u00e9tica de algo intang\u00edvel \u2014 o desconhecer a amplitude e reverbera\u00e7\u00e3o de uma imagem por captar, ainda que os intervenientes (artista, gui\u00e3o, objectos, esculturas, maquinaria, som, espa\u00e7o, figurinos, n\u00e3o-actores, extras, etc.) fossem fixos e planeados. A instala\u00e7\u00e3o escult\u00f3rica e o filme compreendiam no seu todo a obra. Ainda que pare\u00e7a pertencer a um universo conceptual d\u00edspar, esta anterior exposi\u00e7\u00e3o tem um constituinte semelhante a esta nova <em>Fermata <\/em>\u2014 a obsess\u00e3o contida na Pausa.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da exposi\u00e7\u00e3o <em>Sottile sfumatura di rumore, <\/em>a pausa acontece entre o processo que desemboca na finaliza\u00e7\u00e3o do \u00abcen\u00e1rio\u00bb e a \u00abrodagem\u00bb. O filme em si funciona como um prolongamento e desenvolvimento dessas condi\u00e7\u00f5es finais. J\u00e1 no caso de <em>Fermata, <\/em>toda a constru\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o \u00e9 feita em prol da pausa. O poss\u00edvel prolongamento est\u00e1tico opera-se no objecto e no espectador. O discurso assenta nessa pausa, independentemente do conte\u00fado e forma da obra, sempre urgente. Podemos aqui falar de uma escultura da pausa que nos confronta. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Come\u00e7\u00e1mos com uma ep\u00edgrafe de Samuel Beckett, um extracto de <em>Krapp\u2019s Last Tape<\/em> que exemplifica como as pausas (neste caso, usadas como indica\u00e7\u00f5es para o leitor ou actor) criam a tens\u00e3o necess\u00e1ria para suster e sublinhar a import\u00e2ncia do que \u00e9 dito na argamassa po\u00e9tica e r\u00edtmica da linguagem (coisa que o autor irland\u00eas melhor do que ningu\u00e9m [e depois, Harold Pinter] soube cristalizar). Em 2017, n\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia, JFM fez uma instala\u00e7\u00e3o sonora (para circuito interno de som em salas de Teatro, e neste caso no Teatro Nacional D. Maria II) com o t\u00edtulo <em>Intervalo<\/em>, a partir de <em>Kaspar, <\/em>de Peter Handke, com Joana Guerra e Alexandre Pieroni Calado. A pausa no seu trabalho escult\u00f3rico e instalativo foi e continua a buscar muitas influ\u00eancias a conceitos de presen\u00e7a e no\u00e7\u00f5es de pausa perfom\u00e1tica, que informam e determinam as din\u00e2micas internas de pe\u00e7as de teatro, dan\u00e7a e m\u00fasica. JFM, embora tenha o seu centro de produ\u00e7\u00e3o nas artes pl\u00e1sticas, faz circular os seus saberes entre as artes do palco, composi\u00e7\u00e3o sonora, fotografia, tendo uma no\u00e7\u00e3o das limita\u00e7\u00f5es e potencialidades de cada pr\u00e1tica, aplicando metodologias de umas artes nas outras, operando de forma coerente no campo alargado da multidisciplinaridade (que em 2019, ainda por vezes \u00e9 assimilada com estranheza por parte do p\u00fablico conservador). As obras presentes nesta exposi\u00e7\u00e3o s\u00e3o fruto desse compromisso com a liberdade, materializados de forma urgente e inequ\u00edvoca em escultura.<\/p>\n\n\n\n<p>Bruno Humberto, Casablanca, 2019<\/p>\n\n\n\n<p>O autor n\u00e3o segue a grafia do recente Acordo Ortogr\u00e1fico. <br><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><strong>Nota Biogr\u00e1fica<\/strong><br><\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Ferro Martins nasceu em 1979 e vive e trabalha em Lisboa.<br>Composi\u00e7\u00e3o tridimensional e quest\u00f5es relacionadas com pintura e m\u00fasica s\u00e3o a base do seu trabalho. Desenvolve tamb\u00e9m in\u00fameras a\u00e7\u00f5es que envolvem teatro, performance e fotografia. Licenciou-se em Artes Pl\u00e1sticas na ESAD das Caldas da Rainha. Al\u00e9m de v\u00e1rias exposi\u00e7\u00f5es individuais, marcou presen\u00e7a em exposi\u00e7\u00f5es coletivas como: <em>Pr\u00e9mio EDP Novos Artistas<\/em>, Funda\u00e7\u00e3o EDP, Porto (2013); <em>I wish this was a song<\/em>: <em>Music in Contemporary Art<\/em>, Nasjonalmuseet, Museet for Samtidskunst, Oslo (2012); <em>7 Artistas ao 10.\u00ba M\u00eas<\/em>, Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, Lisboa (2008). Cocriou e interpretou com Alexandre Pieroni Calado as performances para palco <em>O Declive e a Inclina\u00e7\u00e3o<\/em> e <em>A Morte nos Olhos<\/em>. Desde 2013 que produz temas sonoros originais para teatro e filme. \u00c9 cofundador, juntamente com Hugo Canoilas, do coletivo A kills B, com o qual esteve presente no Nam June Paik Art Center, Seul (2008); em <em>A mata B<\/em> na Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, Lisboa (2012); e no Palais de Tokyo, Paris (2013).<br><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/visita-guiada-alunos-de-curadoria-catarina-rosendo-4-1024x680.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2888\" data-link=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/pt\/fermata\/visita-guiada-alunos-de-curadoria-catarina-rosendo-4\/\" class=\"wp-image-2888\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/visita-guiada-alunos-de-curadoria-catarina-rosendo-4-1024x680.jpg 1024w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/visita-guiada-alunos-de-curadoria-catarina-rosendo-4-300x199.jpg 300w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/visita-guiada-alunos-de-curadoria-catarina-rosendo-4-768x510.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/visita-guiada-alunos-de-curadoria-catarina-rosendo-2-1024x680.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2886\" data-link=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/pt\/fermata\/visita-guiada-alunos-de-curadoria-catarina-rosendo-2\/\" class=\"wp-image-2886\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/visita-guiada-alunos-de-curadoria-catarina-rosendo-2-1024x680.jpg 1024w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/visita-guiada-alunos-de-curadoria-catarina-rosendo-2-300x199.jpg 300w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/visita-guiada-alunos-de-curadoria-catarina-rosendo-2-768x510.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/visita-guiada-alunos-de-curadoria-catarina-rosendo-5-1024x680.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2889\" data-link=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/pt\/fermata\/visita-guiada-alunos-de-curadoria-catarina-rosendo-5\/\" class=\"wp-image-2889\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/visita-guiada-alunos-de-curadoria-catarina-rosendo-5-1024x680.jpg 1024w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/visita-guiada-alunos-de-curadoria-catarina-rosendo-5-300x199.jpg 300w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/visita-guiada-alunos-de-curadoria-catarina-rosendo-5-768x510.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/visita-guiada-alunos-de-curadoria-catarina-rosendo-1-1024x680.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2885\" data-link=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/pt\/fermata\/visita-guiada-alunos-de-curadoria-catarina-rosendo-1\/\" class=\"wp-image-2885\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/visita-guiada-alunos-de-curadoria-catarina-rosendo-1-1024x680.jpg 1024w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/visita-guiada-alunos-de-curadoria-catarina-rosendo-1-300x199.jpg 300w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/visita-guiada-alunos-de-curadoria-catarina-rosendo-1-768x510.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Imagens de visita guiada \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na exposi\u00e7\u00e3o&nbsp;Fermata&nbsp;(do italiano&nbsp;de parada), que tamb\u00e9m se refere \u00e0 suspens\u00e3o na nota\u00e7\u00e3o musical, Jo\u00e3o Ferro Martins apresenta um conjunto de obras de 2019 feitas a partir de conceitos como pausa, espera, respira\u00e7\u00e3o, sil\u00eancio, invariabilidade. 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