{"id":4221,"date":"2022-11-09T15:57:51","date_gmt":"2022-11-09T15:57:51","guid":{"rendered":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/?p=4221"},"modified":"2023-03-22T14:38:39","modified_gmt":"2023-03-22T14:38:39","slug":"o-hospede-da-casa-do-infinito-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/o-hospede-da-casa-do-infinito-2\/","title":{"rendered":"O H\u00f3spede da Casa do Infinito"},"content":{"rendered":"\n<p> <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"724\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/2022_12_Avelino-S\u00e1-Sede-e-Sereia-Cartaz-22.11.22-724x1024.jpg\" alt=\"\" data-id=\"4238\" data-link=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/o-hospede-da-casa-do-infinito-2\/2022_12_avelino-sa-sede-e-sereia-cartaz-22-11-22\/\" class=\"wp-image-4238\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/2022_12_Avelino-S\u00e1-Sede-e-Sereia-Cartaz-22.11.22-724x1024.jpg 724w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/2022_12_Avelino-S\u00e1-Sede-e-Sereia-Cartaz-22.11.22-212x300.jpg 212w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/2022_12_Avelino-S\u00e1-Sede-e-Sereia-Cartaz-22.11.22-768x1086.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 724px) 100vw, 724px\" \/><\/figure><\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><br><strong>A JUSTA MEDIDA DA M\u00c3O<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p> <\/p>\n\n\n\n<p><br><em>O que de nosso \/ temos, por\u00e9m, \u00e9 a justa medida da m\u00e3o<\/em>.<br>\u2014 H\u00f6lderlin, no poema \u00abTimidez\u00bb <br><br><\/p>\n\n\n\n<p> <\/p>\n\n\n\n<p>Esta exposi\u00e7\u00e3o de Avelino S\u00e1, como outras anteriores, vive sob o signo do <em>encontro<\/em>. Encontro entre um pintor que busca na poesia as suas fontes e, neste caso, um poeta das \u00ab\u00f3rbitas exc\u00eantricas\u00bb, Friedrich H\u00f6lderlin, um dia definido pela escritora Maria Gabriela Llansol numa frase que se ajusta bem ao efeito produzido por muitas das enc\u00e1usticas de grande formato desta exposi\u00e7\u00e3o: \u00abum ritmo po\u00e9tico fugindo\u00bb. E perguntamo-nos que raz\u00f5es levaram o pintor a escolher agora este poeta, \u00abcl\u00e1ssico\u00bb nos aspectos mais exteriores da sua poesia, e j\u00e1 moderno naquilo que antecipa e visiona, e sobretudo na linguagem nova que pratica. Provavelmente, uma vontade de ir ao encontro do <em>essencial<\/em>, daquilo que permanece e nos sustenta, para l\u00e1 dos circunstancialismos de qualquer momento hist\u00f3rico (tentar \u00abagir no plano do universal\u00bb, como escreve o Poeta numa carta, aos vinte e tr\u00eas anos). Algo que pode ser fundamental para levar a outras dimens\u00f5es, a uma maior intensidade, um tempo como o nosso, que vive o instante, a superf\u00edcie, parecendo n\u00e3o ter mem\u00f3ria nem real capacidade de ver (como diz ainda o Poeta: \u00abPara as grandes coisas, este mundo raramente oferece mais do que pequenos exemplos\u00bb).<\/p>\n\n\n\n<p>\t\u00c9 esse lado mais essencial e mais fundo que tamb\u00e9m a Obra de Avelino S\u00e1 nos tem dado a ver, ao escolher poetas singulares \u2014 Paul Celan, Robert Walser, agora tamb\u00e9m H\u00f6lderlin \u2014 que o acompanham e que ele integra nos seus trabalhos, inserindo neles a palavra para a fazer conviver com a subtileza do tra\u00e7o e o dinamismo da composi\u00e7\u00e3o. \u00c9 tamb\u00e9m o seu modo de nos convidar a sair da estreiteza do quotidiano e dos limites da representa\u00e7\u00e3o mim\u00e9tica, para sermos por algum tempo \u00abh\u00f3spedes da casa do infinito\u00bb. Porque aquilo que vemos \u00e0 nossa volta n\u00e3o nos leva de facto muito longe, e tamb\u00e9m j\u00e1 o Poeta, apenas com dezassete anos, o sabia e escrevia em mais uma carta: \u00abAquilo que vejo agrada-me pouco\u2026 Sou sens\u00edvel a muitas coisas por que milhares de outros passam apressados e indiferentes.\u00bb<\/p>\n\n\n\n<p>\tPor outro lado, vivemos um tempo que facilmente esquece algo que a Obra de Avelino S\u00e1 e os poetas com quem estabelece alian\u00e7as p\u00f5em em pr\u00e1tica (mas a arte dominante nem sempre o faz): o necess\u00e1rio <em>distanciamento do Eu<\/em>, a projec\u00e7\u00e3o para a amplid\u00e3o dos mundos (em H\u00f6lderlin), para o curso tr\u00e1gico da Hist\u00f3ria (em Paul Celan) ou para o espa\u00e7o minimal de exist\u00eancias sem ambi\u00e7\u00f5es (em Robert Walser). Sem prescindir, naturalmente, da inalien\u00e1vel subjectividade que a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica sempre exige, mas que aqui n\u00e3o se confunde com o hedonismo e o egocentrismo hoje reinantes. \u00c9 o que lemos num c\u00e9lebre discurso de um dos poetas com quem Avelino S\u00e1 muito conviveu, \u00abO Meridiano\u00bb, de Celan: \u00abQuem traz a arte diante dos olhos e no sentido\u2026 esquece-se de si. A arte provoca um distanciamento do Eu. A arte exige, numa direc\u00e7\u00e3o determinada, uma determinada dist\u00e2ncia, um determinado caminho.\u00bb No universo de Avelino S\u00e1, enveredamos sempre por caminhos que nos levam para espa\u00e7os culturais distantes daqueles que nos s\u00e3o mais familiares, mas que s\u00e3o terreno f\u00e9rtil para interroga\u00e7\u00f5es e para o necess\u00e1rio autoquestionamento. Propostas po\u00e9ticas e pl\u00e1sticas que, lembra ainda Celan a prop\u00f3sito da poesia, implicam uma <em>mudan\u00e7a na respira\u00e7\u00e3o<\/em> (de quem cria e de quem v\u00ea), a escolha do caminho da montanha, como o Zaratustra de Nietzsche, e n\u00e3o o caminho mais f\u00e1cil e comum da plan\u00edcie dos dias, ou da imagem mais \u00f3bvia.<\/p>\n\n\n\n<p> Nas telas de Avelino S\u00e1, tais caminhos s\u00e3o-nos sugeridos pela din\u00e2mica caligr\u00e1fica do preenchimento do espa\u00e7o (\u00e9 preciso, literalmente, \u00abler\u00bb (n)o quadro), das linhas e das formas, muitas vezes precisamente alusivas a montanhas, rios, florestas, nuvens \u2014 tudo o que sempre esteve a\u00ed, dispon\u00edvel e enigm\u00e1tico, para l\u00e1 das veredas estreitas do quotidiano. Uma din\u00e2mica que faz vibrar, com a cor, toda a superf\u00edcie da tela \u2014 e talvez tamb\u00e9m o espa\u00e7o interior de quem v\u00ea, aquela dimens\u00e3o do \u00abAberto\u00bb que, sugere Rilke, s\u00f3 podemos captar por um olhar de dentro, livre do h\u00e1bito e do preconceito. Percebemos ent\u00e3o como a poesia de H\u00f6lderlin habita a tela, pela dissemina\u00e7\u00e3o das suas palavras e pela presen\u00e7a de linhas e formas ditadas por motivos centrais dessa poesia \u2014 ainda e sempre rio e montanha, \u00e1rvore e casa, o impulso ascensional ou a mesa da Torre; e tamb\u00e9m, na segunda s\u00e9rie, de formato menor (\u00abA Torre\u00bb, tinta-da-china e grafite sobre papel), a <em>m\u00e1scara<\/em>, as v\u00e1rias m\u00e1scaras dos anos da loucura mansa, quando \u00abH\u00f6lderlin principiou a encher a testa com a sua loucura nascente\u00bb e \u00absentiu uma grande aus\u00eancia; a sua cabe\u00e7a ia abandon\u00e1-lo\u00bb (Maria Gabriela Llansol, <em>H\u00f6lder, de H\u00f6lderlin<\/em>) [1]. Poderia dizer-se, corrompendo a c\u00e9lebre f\u00f3rmula horaciana, que o princ\u00edpio desta forma particular de co-habita\u00e7\u00e3o \u00e9 agora: <em>cum pictura poesis<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>\tMas, de que modo coexistem aqui pintura e poesia? Nas grandes enc\u00e1usticas de Avelino S\u00e1, nascidas da cumplicidade <em>com<\/em> H\u00f6lderlin, as palavras disseminadas pelo quadro n\u00e3o s\u00e3o instrumentais nem meramente decorativas, remetem, como ecos, para a fonte de onde prov\u00eam, e tornam-se parte integrante de uma composi\u00e7\u00e3o \u00aborg\u00e2nica\u00bb (na medida em que isso \u00e9 poss\u00edvel numa obra de arte), ou pelo menos rastos de uma mem\u00f3ria pr\u00f3pria do poema, de imagens que ficaram da sua leitura, funcionando assim a tela como as tabuinhas de cera do \u00abbloco m\u00e1gico\u00bb da mem\u00f3ria para Freud, com as suas v\u00e1rias camadas. A co-habita\u00e7\u00e3o \u00e9 agora a de seres-de-palavras, imagens verbi-visuais, com linhas, formas e cores, que se transformam em focos enigm\u00e1ticos ao se darem a ler\/ver muitas vezes na l\u00edngua original, o alem\u00e3o. Criam assim, com esse outro alfabeto minimal feito de linhas, um efeito de estranhamento e atrac\u00e7\u00e3o que desperta a aten\u00e7\u00e3o de quem contempla essa floresta de s\u00edmbolos como quem se entrega a uma \u00abora\u00e7\u00e3o natural da alma\u00bb (precisamente a aten\u00e7\u00e3o, assim definida por Malebranche). As palavras, n\u00edtidas ou evanescentes, s\u00e3o aqui o corpo ou o eco dessa ora\u00e7\u00e3o profana de uma arte que n\u00e3o aspira a nenhum altar.<br><\/p>\n\n\n\n<p>\tNesta co-habita\u00e7\u00e3o da pintura de Avelino S\u00e1 com a poesia de H\u00f6lderlin, haver\u00e1 la\u00e7os conceptuais e formais, motivos comuns, uma vis\u00e3o do mundo partilhada e sobretudo uma gram\u00e1tica processual que \u00e9 tanto dessa poesia (\u00fanica na sua \u00e9poca) como desta pintura (tamb\u00e9m ela relativamente isolada na nossa contemporaneidade). O fio condutor dessa gram\u00e1tica, que \u00e9 todo um programa, parece ser o de uma ideia que H\u00f6lderlin ter\u00e1 formulado um dia numa simples frase: \u00abTudo \u00e9 <em>ritmo.<\/em>\u00bb O Poeta estaria a pensar, tanto nos grandes ritmos do cosmos e da natureza como nos modos de organiza\u00e7\u00e3o da linguagem no poema, que no seu caso se transformar\u00e1, nos grandes hinos, odes e elegias, numa partitura com efeitos r\u00edtmicos singulares: a cesura, a suspens\u00e3o, a coexist\u00eancia do po\u00e9tico e do n\u00e3o-po\u00e9tico, a rima ou a sua aus\u00eancia\u2026 Ritmos n\u00e3o fluidos, mas sincopados, como as grandes superf\u00edcies das enc\u00e1usticas de Avelino S\u00e1, sem r\u00e9stia de mimetismo ou de narrativa, vivendo apenas do ritmo espacial gerado pelos seus signos, numa altern\u00e2ncia entre cheio e vazio, denso e leve, imagem e palavra. Num caso como noutro (e como j\u00e1 se disse da poesia de H\u00f6lderlin), o ritmo parece ser anterior ao sentido. As formas, confessa Avelino S\u00e1, surgem-lhe sem saber bem como. Tamb\u00e9m da poesia de H\u00f6lderlin se disseram j\u00e1 coisas semelhantes: \u00abA melhor forma de explicar aquele ritmo seria dizer que alguma coisa para l\u00e1 do poema interv\u00e9m na poesia\u00bb (Walter Benjamin); ou \u00abTodo o texto escrito de H\u00f6lderlin \u00e9 uma nota para qualquer outra coisa\u00bb (o cineasta Hans-J\u00fcrgen Syberberg).<\/p>\n\n\n\n<p>\tEste predom\u00ednio do ritmo sobre o sentido explica um dos tra\u00e7os mais evidentes da poesia mais conseguida de H\u00f6lderlin (e tamb\u00e9m destas obras de Avelino S\u00e1), que Benjamin designa como \u00abo grau zero da expressividade\u00bb, pela via da conten\u00e7\u00e3o e da depura\u00e7\u00e3o. Estamos em ambos os casos perante po\u00e9ticas que incorporam \u00abo ritmo em sentido superior\u00bb, obedecendo, dir\u00e1 H\u00f6lderlin, a uma \u00ablei calcul\u00e1vel\u00bb sem c\u00e1lculo, feita s\u00f3 de ritmos. E o grau zero da expressividade traduz-se ent\u00e3o numa fuga a qualquer forma de emotividade, narra\u00e7\u00e3o, representa\u00e7\u00e3o, na \u00abresist\u00eancia ao excesso e ao <em>pathos<\/em>\u00bb (prop\u00f3sito expresso pelo Poeta numa carta ao editor das suas tradu\u00e7\u00f5es das trag\u00e9dias de S\u00f3focles, Friedrich Wilmans). O resultado \u00e9 agora, nas obras desta exposi\u00e7\u00e3o, o de uma ritmicidade inesperada da superf\u00edcie do quadro \u2014 um quadril\u00e1tero crom\u00e1tico preenchido pelo jogo ritmado de formas e linhas significantes, que a necess\u00e1ria aten\u00e7\u00e3o poder\u00e1 relacionar com o universo po\u00e9tico e tamb\u00e9m biogr\u00e1fico de H\u00f6lderlin. Num processo sempre controlado (o da constru\u00e7\u00e3o da obra), imiscuiu-se um princ\u00edpio ordenador que \u00e9 da ordem do intuitivo. E entramos, no poema ou no quadro, na esfera paradoxal de \u00abum abismo muito alto\u00bb (as profundezas da alma e a transcend\u00eancia de um qualquer \u00abdeus por vir\u00bb), de um \u00abredemoinho-poema\u00bb ou do \u00abpoema-poente\u2026 fazendo rodar o poliedro do tempo\u00bb (as express\u00f5es s\u00e3o de M. G. Llansol, em <em>H\u00f6lder, de H\u00f6lderlin<\/em>).<\/p>\n\n\n\n<p>\tE o quadro emerge assim, como o poema, feito enigma f\u00e9rtil: entre a <em>densidade leve<\/em> e a <em>leveza densa<\/em>, como o poema de H\u00f6lderlin, que adensa a palavra sem a tornar pesada, que \u00e9 a um tempo obscuro e luminoso. Neste equil\u00edbrio inst\u00e1vel da cria\u00e7\u00e3o, reside, porventura, \u00aba justa medida da m\u00e3o\u00bb, a do poeta e a do artista.<br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jo\u00e3o Barrento<br><\/strong>O autor n\u00e3o segue a grafia do Acordo Ortogr\u00e1fico em vigor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><br>[1] Esta segunda s\u00e9rie sugere, em todos os quadros, uma <em>cabe\u00e7a<\/em> visualmente perturbada e perturbadora, como se a loucura levasse \u00aba mente a estar com o poema, e o corpo ausente\u00bb (Llansol). S\u00e3o m\u00e1scaras como as que enchem o filme <em>Scardanelli<\/em>, de Harald Bergmann (de 2003), ocultando o rosto de um H\u00f6lderlin transfigurado, nos anos da Torre.<\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nota biogr\u00e1fica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Avelino S\u00e1<\/strong> (1961, Santa Maria da Feira), \u00e9 licenciado em Artes Pl\u00e1sticas-Pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Vive e trabalha no Porto. Exp\u00f5e regularmente desde 1982 e em 1987 teve a sua primeira exposi\u00e7\u00e3o individual. Al\u00e9m de Portugal, exp\u00f4s na Alemanha, Espanha, Holanda, Brasil e Cabo Verde. Foi Pr\u00e9mio Amadeu de Souza Cardoso em 2013. As suas obras integram cole\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas, designadamente o Museu de Arte Contempor\u00e2nea de Serralves, Porto, o Museu Extremenho e Ibero-americano de Arte Contempor\u00e2nea (MEIAC), Badajoz, o Museu Berardo, de Arte Moderna e Contempor\u00e2nea, Centro Cultural de Bel\u00e9m, Lisboa, o Museu Municipal Amadeo de Souza Cardoso, Amarante, Funda\u00e7\u00e3o Il\u00eddio Pinho, Porto. De entre as exposi\u00e7\u00f5es individuais, destacam-se, nos \u00faltimos anos: Arqueologias de uma Escrita em Rota\u00e7\u00e3o, Quase Galeria, Porto (2017), O Som do Orvalho, Galeria Fernando Santos, Porto (2017), Desde o Come\u00e7o N\u00e3o H\u00e1 Nada, Museu Alberto Sampaio, Guimar\u00e3es (2015), No Caminho das Montanhas, Galeria Fernando Santos, Porto (2012), Bleistiftgebiet \u2013 Territ\u00f3rio do L\u00e1pis, Espa\u00e7o Ad\u00e3es Bermudes, Alvito (2018). Sangue branco na sombra do presente, Artistas Unidos \u2013 teatro da Polit\u00e9cnica, Lisboa (2019). Quase Nada, Espa\u00e7o 531 \u2013 Galeria Fernando Santos, Porto (2019), As Minhas Propriedades, Funda\u00e7\u00e3o D. Lu\u00eds I, Cascais (2019), O H\u00f3spede da Casa do Infinito, Galeria Fernando Santos, Porto (2022); de entre as exposi\u00e7\u00f5es coletivas: 25\u00ba Anivers\u00e1rio da Galeria Fernando Santos, Porto (2017), Rrevolu\u00e7\u00e3o, Col\u00e9gio das Artes, Universidade de Coimbra (2017), Passagens, Cole\u00e7\u00e3o de Serralves, Terminal de Cruzeiros do Porto de Leix\u00f5es, Matosinhos (2017), Di\u00e1logo, Avelino S\u00e1\/Cristina Mateus, Galeria Fernando Santos, Porto (2015), Rota das Catedrais \u2013 Sete inst\u00e2ncias de transcend\u00eancia, S\u00e9 de Viana do Castelo (2015), Modern &amp; Medieval Camuflado, Museu Gr\u00e3o Vasco, Viseu (2015), 9\u00aa Edi\u00e7\u00e3o do Pr\u00e9mio Amadeo de Souza-Cardoso\u201d, Museu Amadeo de Souza-Cardoso, Amarante (2013), Moments of Arte, Galeria Gomes Alves, Guimar\u00e3es (2012) e Cole\u00e7\u00e3o Maria Jos\u00e9 Laranjeiro, Centro Cultural Vila Fl\u00f4r, Guimar\u00e3es (2012), De Casa Para Um Mundo. Solar dos Castros &#8211; XXI Bienal Internacional de Cerveira, (2020), Di\u00e1logos com Amadeo, Museu Amadeo de Souza-Cardoso, Amarante (2021), \u201cIrradia\u00e7\u00f5es Vieira\u201d- Obras da Cole\u00e7\u00e3o Funda\u00e7\u00e3o Il\u00eddio Pinho, &#8211; Funda\u00e7\u00e3o Arpad Szenes-Vieira da Silva, Lisboa (2021), The Sovereign Portuguese Art Prize, Pal\u00e1cio das Artes-Porto, SNB-Lisboa (2022).<\/p>\n\n\n\n<p>Diversos textos cr\u00edticos \u00e0s suas obras podem ser encontrados em cat\u00e1logos e na imprensa escrita.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p> <\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p> <\/p>\n\n\n\n<p><br><strong>C\u00edrculo Sede<br><\/strong>Rua Castro Matoso, 18, Coimbra<\/p>\n\n\n\n<p><strong>C\u00edrculo Sereia<br><\/strong>Casa Municipal da Cultura, Piso -1<br>Parque de Santa Cruz, Jardim da Sereia, Coimbra<br> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A JUSTA MEDIDA DA M\u00c3O O que de nosso \/ temos, por\u00e9m, \u00e9 a justa medida da m\u00e3o.\u2014 H\u00f6lderlin, no poema \u00abTimidez\u00bb Esta exposi\u00e7\u00e3o de Avelino S\u00e1, como outras anteriores, vive sob o signo do encontro. 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