{"id":456,"date":"2013-05-18T15:16:39","date_gmt":"2013-05-18T15:16:39","guid":{"rendered":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/?p=456"},"modified":"2020-03-10T12:32:25","modified_gmt":"2020-03-10T12:32:25","slug":"nuno-sousa-vieira","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/nuno-sousa-vieira\/","title":{"rendered":"<b>Um Ateli\u00ea, uma F\u00e1brica e uma Sala de Exposi\u00e7\u00e3o&#8230;<\/b><br>Nuno Sousa Vieira"},"content":{"rendered":"<p><em><b>Imaterialidade e Autoria<\/b><\/em><\/p>\n<p>Para Nuno Sousa Vieira n\u00e3o pode haver ARTE&nbsp;sem <i>exposi\u00e7\u00e3o <\/i>(exposi\u00e7\u00f5es) nestes termos: o da&nbsp;impossibilidade da EXPOSI\u00c7\u00c3O, precisamente.&nbsp;Ora, quando dizemos que a arte \u00e9 a <i>exposi\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/i>(ou, para simplificarmos, a exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma&nbsp;\u201cexposi\u00e7\u00e3o de obras de arte\u201d), temos de ter em conta que esta coisa chamada \u201cexposi\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 sobretudo uma interroga\u00e7\u00e3o: portanto, como expor uma obra de arte se ela \u00e9 intrinsecamente imaterial, nem vis\u00edvel nem invis\u00edvel, mas algo que temos de ser n\u00f3s a construir mental e formalmente?<\/p>\n<p>Entretanto, \u00e0 materialidade da obra temos de acrescentar o exerc\u00edcio da mem\u00f3ria. Como na&nbsp;lenda de Parsifal a primeira vez que lhe foi mostrado o Graal (indiferente ficou ao \u201cespect\u00e1culo\u201d\/ritual), de nada nos serve sermos espectadores&nbsp;da obra (ou seu fragmento) que est\u00e1 \u00e0 nossa frente: pode n\u00e3o estar l\u00e1 nada, pode estar algo que remete para uma obra verdadeiramente existente mas que n\u00e3o vemos porque apenas temos acesso a um texto descritivo, pode enfim l\u00e1 estar, aqui estar diante de n\u00f3s, uma remiss\u00e3o para um outro lugar ou uma outra exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o vimos, h\u00e1 pouco no Pavilh\u00e3o Branco&nbsp;do Museu da Cidade (Lisboa), <i>Somos n\u00f3s que mudamos quando tomamos efectivamente conhecimento do outro<\/i>, ou, antes (2010, Gal. Gra\u00e7a Brand\u00e3o), <i>3\u00aa a S\u00e1bado, das 11h \u00e0s 20h, <\/i>t\u00edtulo que \u00e9 uma <i>mise-en-ab\u00eeme<\/i>, pois \u00e9 o hor\u00e1rio do local da exposi\u00e7\u00e3o que titula a proposta, isto \u00e9, a galeria \u201caberta\u201d est\u00e1 dentro da galeria <i>fechada <\/i>(<i>separada <\/i>da rua) <i>e aberta <\/i>(acess\u00edvel, contudo)\u2026 Note-se que este \u201cfechada\u201d e \u201caberta\u201d \u00e9 algo muito significativo, pois muitas obras do autor consistem na remo\u00e7\u00e3o, transporte, recoloca\u00e7\u00e3o, transfigura\u00e7\u00e3o de portas e janelas. Se n\u00e3o vimos algo j\u00e1 ocorrido (outras exposi\u00e7\u00f5es do autor), como eu dizia, tudo ou nada pode estar perdido. Ou seja, se vimos relacionamos o presente com o que sabemos do passado, se n\u00e3o vimos tomamos consci\u00eancia de que a obra n\u00e3o coincide com o apresentado, e a\u00ed \u00e9 nosso dever, na exposi\u00e7\u00e3o, pensarmos no que \u00e9 \u201carte\u201d, porque esta defini\u00e7\u00e3o que constru\u00edmos \u00e9 parte daquilo que&nbsp;\u00e9 ser \u201cespectador\u201d.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, n\u00f3s estamos no espa\u00e7o, as paredes e&nbsp;vidra\u00e7as do espa\u00e7o expositivo tamb\u00e9m aqui est\u00e3o, mas a obra pode n\u00e3o estar (Museu da Cidade): isso significa que a obra, a arte, \u00e9 o OUTRO de que nos fala abundantemente o autor.<\/p>\n<p>Diz-nos Derrida que a pergunta essencial sobre o Ser (o que \u00e9 existir?, o que \u00e9 o Nada?) est\u00e1 demasiadamente condicionada pela presen\u00e7a de algo no presente, ou seja, pelo que vemos no momento, e essencial n\u00e3o \u00e9 for\u00e7osamente essa \u201cpresen\u00e7a do presente\u201d. A esta outra realidade se chama de&nbsp;OUTRO: temos de ser capazes de divisar ou perceber a exist\u00eancia do OUTRO, pois s\u00f3 desse modo mudamos. Tem raz\u00e3o o autor, sim, <i>mudamos quando tomamos consci\u00eancia do outro<\/i>. E mudamos de criatura passiva na exposi\u00e7\u00e3o para a condi\u00e7\u00e3o de espectador, que perscruta, acerca-se, revolta-se ou delicia-se\u2026<\/p>\n<p>A arte \u00e9 o OUTRO, porque em Plat\u00e3o \u00e9 incapaz de produzir ou transmitir \u201cverdade\u201d e no romantismo \u00e9 mesmo a \u00fanica via de acesso \u00e0 verdade. Ora, aquilo que \u201cn\u00e3o \u00e9\u201d (verdade) e ao mesmo tempo \u201c\u00e9\u201d (verdade), tem de se resolver dialecticamente como coisa do \u201cesp\u00edrito\u201d, embora este seja (paradoxalmente) aquilo que descarna o espa\u00e7o e o tempo: toda a obra do autor tem por tema a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica atrav\u00e9s da mem\u00f3ria do que foi o seu ateli\u00ea (uma antiga f\u00e1brica de pl\u00e1sticos) e dos objectos-fantasmas que o povoam.<\/p>\n<p>O \u00faltimo projecto individual de Nuno Sousa Vieira decorreu em dois espa\u00e7os <i>ao mesmo tempo <\/i>(G. Gra\u00e7a Brand\u00e3o e Museu Anast\u00e1cio Gon\u00e7alves): as obras de um lado remetiam para o outro&nbsp;(<i>ao mesmo tempo<\/i>, repito). Agora estas obras remetem para obras e propostas de outros tempos&nbsp;(desde 2010). Imaterializamo-nos, vamos at\u00e9 ao passado e deste em diante. Mudamos, portanto.&nbsp;De certo modo, passamos de espectadores a autores.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Carlos Vidal,&nbsp;Maio 2013<\/p>\n<div id=\"attachment_460\" style=\"width: 601px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/181250_527085207356188_896474365_n.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-460\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-460 size-full\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/181250_527085207356188_896474365_n.jpg\" alt=\"181250_527085207356188_896474365_n\" width=\"591\" height=\"393\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/181250_527085207356188_896474365_n.jpg 591w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/181250_527085207356188_896474365_n-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 591px) 100vw, 591px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-460\" class=\"wp-caption-text\">Exposi\u00e7\u00e3o Um Ateli\u00ea, uma F\u00e1brica e uma Sala de Exposi\u00e7\u00e3o \u2013 Nem sempre por esta ordem, no C\u00edrculo Sereia<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_461\" style=\"width: 601px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/316275_527085214022854_689808237_n.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-461\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-461 size-full\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/316275_527085214022854_689808237_n.jpg\" alt=\"316275_527085214022854_689808237_n\" width=\"591\" height=\"393\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/316275_527085214022854_689808237_n.jpg 591w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/316275_527085214022854_689808237_n-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 591px) 100vw, 591px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-461\" class=\"wp-caption-text\">Exposi\u00e7\u00e3o Um Ateli\u00ea, uma F\u00e1brica e uma Sala de Exposi\u00e7\u00e3o \u2013 Nem sempre por esta ordem, no C\u00edrculo Sereia<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><b>Gridded Wall<\/b><\/em><\/p>\n<p>Presenciamos uma \u201cinterfer\u00eancia autoral\u201d num espa\u00e7o que h\u00e1 muito se emancipou dos seus autores ganhando a pr\u00e1tica quotidiana de um lugar (o CAPC\u2013Sereia). Uma interfer\u00eancia que pressiona-me a rever o que significa erguer um muro; olhar para ele \u00e9 experimentar num estado ainda n\u00e3o imersivo e hipn\u00f3tico, o efeito de uma ocupa\u00e7\u00e3o, que preenche e anula a amplitude dos gestos; esta experi\u00eancia situa-se, portanto, no limiar entre a t\u00e9cnica (o saber erguer paredes, verdadeiras ou imaginadas) e a arte (o muro como ideia e como experi\u00eancia de todos os muros e de <i>algo mais<\/i>); esta experi\u00eancia coloca num estado de priva\u00e7\u00e3o o <i>raum <\/i>(o espa\u00e7o) que est\u00e1 dentro de um quotidiano. Suspende-se a ideia de continuidade.<\/p>\n<p>O car\u00e1cter construtivo s\u00f3 conhece um lema: criar espa\u00e7o, apenas uma actividade: preencher. Aqui inverto os termos de Walter Benjamin e completo-os com Goethe que nos diz que \u201cde modo a que algo apare\u00e7a tem que se desagregar do todo\u201d. Come\u00e7o com esta dial\u00e9ctica entre plenitude e separa\u00e7\u00e3o porque este pode ser o tropismo de Nuno Sousa Vieira ao nos colocar diante de uma estrutura parietal que resulta da desloca\u00e7\u00e3o fict\u00edcia da parte posterior do CAPC para a entrada do mesmo. (&#8230;)<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Pedro Pousada<\/p>\n<div id=\"attachment_462\" style=\"width: 601px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/954636_527085090689533_295211071_n.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-462\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-462 size-full\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/954636_527085090689533_295211071_n.jpg\" alt=\"954636_527085090689533_295211071_n\" width=\"591\" height=\"393\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/954636_527085090689533_295211071_n.jpg 591w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/954636_527085090689533_295211071_n-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 591px) 100vw, 591px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-462\" class=\"wp-caption-text\">Exposi\u00e7\u00e3o Um Ateli\u00ea, uma F\u00e1brica e uma Sala de Exposi\u00e7\u00e3o \u2013 Nem sempre por esta ordem, no C\u00edrculo Sereia<\/p><\/div>\n<p><a href=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Captura-de-ecr\u00e3-2016-01-26-\u00e0s-15.29.15.png\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-464 aligncenter\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Captura-de-ecr\u00e3-2016-01-26-\u00e0s-15.29.15.png\" alt=\"Captura de ecr\u00e3 2016-01-26, \u00e0s 15.29.15\" width=\"1084\" height=\"1286\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Captura-de-ecr\u00e3-2016-01-26-\u00e0s-15.29.15.png 1084w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Captura-de-ecr\u00e3-2016-01-26-\u00e0s-15.29.15-253x300.png 253w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Captura-de-ecr\u00e3-2016-01-26-\u00e0s-15.29.15-863x1024.png 863w\" sizes=\"(max-width: 1084px) 100vw, 1084px\" \/><\/a><\/p>\n<p>(2 &#8211; Texto)<\/p>\n<p><strong><i>Um Ateli\u00ea, uma F\u00e1brica e uma Sala de Exposi\u00e7\u00e3o &#8211; Nem sempre por esta ordem.&nbsp;<\/i><\/strong><\/p>\n<p>Os ateli\u00eas j\u00e1 n\u00e3o existem, pelo menos no meu caso. Ou melhor, existem espa\u00e7os de trabalho e eu sou o ateli\u00ea. O meu ateli\u00ea desloca-se, n\u00e3o porque seja uma edifica\u00e7\u00e3o m\u00f3vel, mas por ser uma pessoa, com uma exist\u00eancia em movimento. O meu ateli\u00ea sou eu. Foi o Daniel que me disse, n\u00e3o me disse bem assim, ou pelo menos, n\u00e3o entendi que ele mo tenha dito t\u00e3o claramente mas, no fundo, acredito que era o que ele me queria dizer.<\/p>\n<p>Os ateli\u00eas j\u00e1 n\u00e3o existem, fazem parte de um imagin\u00e1rio onde os artistas eram criadores, com edifica\u00e7\u00f5es isoladas do mundo, isoladas n\u00e3o quer dizer nem \u00e0 margem, nem fora do mundo, antes pelo contr\u00e1rio, os ateli\u00eas eram lugares quase sagrados que recebiam e interpretavam as quest\u00f5es do mundo. Jackson tinha uma casa, dormia, comia e trabalhava l\u00e1 dentro, numa das divis\u00f5es, ou em todas consoante as necessidades. No entanto, houve um dia em que decidiu partir uma parede e pintar um quadro, e assim o fez.<\/p>\n<p>Os ateli\u00eas j\u00e1 n\u00e3o existem, os artistas v\u00e3o deixando de ter dinheiro para terem um espa\u00e7o inteiramente dedicado \u00e0 sua produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, n\u00e3o deixaram de trabalhar, deixaram de ter espa\u00e7os com os atributos necess\u00e1rios para o cumprimento do seu labor, os Pl\u00e1sticos Simala n\u00e3o t\u00eam \u00e1gua, nem luz el\u00e9ctrica desde 2007, foi o Nuno que me disse.<\/p>\n<p>Os ateli\u00eas j\u00e1 n\u00e3o existem, os artistas j\u00e1 n\u00e3o manufacturam, mandam fazer, foi o Cennini que me disse, um dia, em voz alta gritou, tragam uma mesa, ouvi-o, puxei uma cadeira, agarrei num livro, li tr\u00eas p\u00e1ginas, abri o computador, planifiquei uma pe\u00e7a, telefonei ao senhor Jorge e, na semana passada, fui buscar a minha \u00faltima escultura.<\/p>\n<p>As f\u00e1bricas est\u00e3o fechadas. Em 2012, s\u00f3 em Portugal, mais de 5 mil empresas abriram fal\u00eancia. Quantos destes espa\u00e7os foram deixados ao abandono.<\/p>\n<p>As f\u00e1bricas est\u00e3o fechadas. O espa\u00e7o natural foi gradualmente sendo substitu\u00eddo por espa\u00e7o edificado, que por sua vez, foi sendo fechado e desumanizado.<\/p>\n<p>As f\u00e1bricas est\u00e3o fechadas. A natureza vai lentamente reconquistando o que era seu e os materiais, deixados \u00e0 sua sorte, regressam \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria transform\u00e1vel.<\/p>\n<p>As salas de exposi\u00e7\u00e3o est\u00e3o vazias, \u00e0 espera que as obras cheguem, deixando os ateli\u00eas vazios.<\/p>\n<p>As salas de exposi\u00e7\u00f5es est\u00e3o vazias, na esperan\u00e7a que algu\u00e9m as habite. Ali\u00e1s, o mesmo acontece com as f\u00e1bricas.<\/p>\n<p>As salas de exposi\u00e7\u00f5es est\u00e3o vazias, as f\u00e1bricas est\u00e3o fechadas e os ateli\u00eas j\u00e1 n\u00e3o existem, nem sempre por esta ordem.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">nsv &#8211;&nbsp;outubro, 2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imaterialidade e Autoria Para Nuno Sousa Vieira n\u00e3o pode haver ARTE&nbsp;sem exposi\u00e7\u00e3o (exposi\u00e7\u00f5es) nestes termos: o da&nbsp;impossibilidade da EXPOSI\u00c7\u00c3O, precisamente.&nbsp;Ora, quando dizemos que a arte \u00e9 a exposi\u00e7\u00e3o&nbsp;(ou, para simplificarmos, a exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma&nbsp;\u201cexposi\u00e7\u00e3o de obras de arte\u201d), temos de ter em conta que esta coisa chamada \u201cexposi\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 sobretudo uma interroga\u00e7\u00e3o: portanto, como expor [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":457,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2],"tags":[14,13,4,6,11,12],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/456"}],"collection":[{"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=456"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/456\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3193,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/456\/revisions\/3193"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/457"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=456"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=456"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=456"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}