{"id":4861,"date":"2023-09-26T13:05:00","date_gmt":"2023-09-26T13:05:00","guid":{"rendered":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/?p=4861"},"modified":"2024-01-05T17:40:23","modified_gmt":"2024-01-05T17:40:23","slug":"o-meu-corpo-e-o-teu-corpo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/o-meu-corpo-e-o-teu-corpo\/","title":{"rendered":"O Meu Corpo \u00c9 o Teu Corpo"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Cartaz-1.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"724\" height=\"1024\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Cartaz-1-724x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4864\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Cartaz-1-724x1024.jpg 724w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Cartaz-1-212x300.jpg 212w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Cartaz-1-768x1086.jpg 768w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Cartaz-1-1086x1536.jpg 1086w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Cartaz-1.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 724px) 100vw, 724px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p><br> <br>Tendo como premissa a frase \u00abO Meu Corpo \u00c9 o Teu Corpo\u00bb, releitura de Rui \u00d3rf\u00e3o a partir da obra de Ernesto de Sousa, o C\u00edrculo de Artes Pl\u00e1sticas de Coimbra lan\u00e7ou um desafio \u00e0 comunidade art\u00edstica, a partir do qual selecionou seis projetos art\u00edsticos in\u00e9ditos que coexistir\u00e3o no CAPC Sede entre outubro e dezembro de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p><em>O Meu Corpo \u00c9 o Teu Corpo<\/em> trata-se de uma invers\u00e3o da designa\u00e7\u00e3o criada por Ernesto de Sousa para agrupar uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es, performances e exposi\u00e7\u00f5es: \u00abO Teu Corpo \u00c9 o Meu Corpo\u00bb. Este per\u00edodo da obra do artista inclui produ\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica, fotogr\u00e1fica e f\u00edlmica, textos po\u00e9ticos e obras <em>mixed-media<\/em> realizadas entre 1972 e 1988.<\/p>\n\n\n\n<p>Ernesto de Sousa (Lisboa, 18 abril 1921\u20136 outubro 1988) foi uma das figuras mais complexas e ativas do seu tempo, um prol\u00edfico artista multidisciplinar e um \u00e1vido promotor de sinergias entre gera\u00e7\u00f5es de artistas da primeira e da segunda metade do s\u00e9culo XX. Defensor de uma express\u00e3o art\u00edstica experimental e livre, dedicou-se ao estudo, divulga\u00e7\u00e3o e pr\u00e1tica das artes, bem como \u00e0 curadoria, cr\u00edtica e ensa\u00edstica, \u00e0 fotografia, ao cinema e ao teatro.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao propor a celebra\u00e7\u00e3o do Anivers\u00e1rio da Arte de Robert Filliou (C\u00edrculo de Artes Pl\u00e1sticas de Coimbra, 1974), Ernesto de Sousa antecipou a Revolu\u00e7\u00e3o dos Cravos e contrariou a posi\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica de Portugal na Europa. A exposi\u00e7\u00e3o <em>Alternativa Zero<\/em> (Galeria Nacional de Arte Moderna, Lisboa, 1977) sintetiza o seu projeto de cria\u00e7\u00e3o de uma vanguarda portuguesa em di\u00e1logo est\u00e9tico e ideol\u00f3gico com as suas cong\u00e9neres internacionais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os trabalhos apresentados respondem a este repto de diferentes modos. Em todos eles, o corpo \u00e9 relevado como <em>medium<\/em> da rela\u00e7\u00e3o artista-espectador.<\/p>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o inaugurar\u00e1 \u00e0s 16h00 do dia 14 de outubro e estar\u00e1 patente at\u00e9 ao dia 30 de dezembro. Contar\u00e1 com obras de Ana Jo\u00e3o Romana e Isabel Baraona, Anabela Veloso, Feilin, In\u00eas Teles, Maria Fradinho e Rafaela Salgueiro.<\/p>\n\n\n\n<p> <br> <br><strong>Ana Jo\u00e3o Romana e Isabel Baraona<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ana Jo\u00e3o Romana e Isabel Baraona s\u00e3o professoras na ESAD.CR, investigadoras no LiDA \u2013 Laborat\u00f3rio de Investiga\u00e7\u00e3o em Design e Artes, e o seu interesse reside em publica\u00e7\u00f5es enquanto pr\u00e1tica art\u00edstica. As suas obras encontram-se em acervo nas bibliotecas da Funda\u00e7\u00e3o de Serralves, Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, Cabinet du Livre d\u2019Artiste (Rennes).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ana Jo\u00e3o Romana exp\u00f5e regularmente desde 1996 em Portugal, e tamb\u00e9m no Reino Unido, Finl\u00e2ndia, Irlanda, Espanha, It\u00e1lia, Jap\u00e3o, China, Brasil, Estados Unidos da Am\u00e9rica e Dubai. Foi bolseira do Servi\u00e7o de Belas Artes da Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, ArtWorks Wales, Funda\u00e7\u00e3o Pollock-Krasner e Funda\u00e7\u00e3o para a Ci\u00eancia e a Tecnologia. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isabel Baraona tem participado em diversas exposi\u00e7\u00f5es individuais e coletivas, em Portugal e no estrangeiro.&nbsp; Est\u00e1 representada nas cole\u00e7\u00f5es Funda\u00e7\u00e3o EDP, Funda\u00e7\u00e3o D. Lu\u00eds I, Fernando F. Ribeiro, Safira e Lu\u00eds Serpa, Catarina F. Cardoso, Centro Portugu\u00eas de Serigrafia, e em cole\u00e7\u00f5es internacionais como Yolande De Bontridder, Galila Barzila\u00ef-Hollander, de entre outras.&nbsp;<br><br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Anabela Veloso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Anabela Veloso \u00e9 uma artista portuguesa com uma pr\u00e1tica multidisciplinar que utiliza uma variedade de meios, como instala\u00e7\u00e3o, escultura, fotografia, performance e a\u00e7\u00f5es participativas. Formada pela Royal Danish Academy of Fine Arts e pela Faculdade de Belas Artes do Porto, desenvolve uma abordagem art\u00edstica que reflete o seu recorrente sentimento de impot\u00eancia perante quest\u00f5es sociais e pol\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<p>O seu trabalho especula no\u00e7\u00f5es do coletivo, apontando tanto para lacunas e fendas de sistemas organizacionais, como para a empatia e o amor partilhados dentro de um grupo em que se \u00e9 pr\u00f3ximo. Desconstruindo ou possibilitando rela\u00e7\u00f5es, a sua pr\u00e1tica sugere o coletivo como um espa\u00e7o para especular, revelar, dialogar e ouvir em conjunto.<\/p>\n\n\n\n<p>A sua carreira art\u00edstica \u00e9 marcada por exposi\u00e7\u00f5es realizadas em Portugal, Dinamarca, Su\u00e9cia e \u00c1ustria, destacando-se o Kunsthal Charlottenborg (Copenhaga), o Thorvaldsens Museum (Copenhaga), o Tanzquartier Wien (Viena) e o Museu de Serralves (Porto).<br><br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Feilin<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Feilin investiga a singularidade da vida e do ser atrav\u00e9s da pintura, instala\u00e7\u00e3o, fotografia, dan\u00e7a, m\u00fasica, gravura e das m\u00faltiplas l\u00ednguas que conhece e aprende. Aborda a cria\u00e7\u00e3o como processo de explora\u00e7\u00e3o dos sentidos e da mem\u00f3ria, em que os materiais s\u00e3o participantes ativos e em que outros processos, como a aprendizagem \u2014 em particular, a das l\u00ednguas \u2014, s\u00e3o em si materiais de cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2017, concluiu os seus estudos em Pintura e Qu\u00edmica, na Escola de Belas Artes Tyler (Filad\u00e9lfia). No mesmo ano, foi residente no espa\u00e7o-est\u00fadio de DongDong &amp; Lulu, onde desenvolveu um projeto de investiga\u00e7\u00e3o sobre a hist\u00f3ria das \u00e1rvores de Nanjing. Em 2018, foi artista em resid\u00eancia em Xangai, onde experimentou a arte coletiva e comunit\u00e1ria. Participou em encontros de arte de a\u00e7\u00e3o com Sowerart, tornando-se parte do coletivo em 2020. Em 2021, participou na resid\u00eancia Watertower com uma performance multilingue. Em 2023, participou como bailarina no Laborat\u00f3rio 12 da core\u00f3grafa Marta Cerqueira, organizado pela ESTUFA, onde aprendeu ideias sobre movimento em grupo e o encaixe.<br> <\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>In\u00eas Teles<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>In\u00eas Teles vive e trabalha em Lisboa. Exp\u00f5e o seu trabalho em contexto nacional e internacional. \u00c9 p\u00f3s-graduada pela Byam Shaw School of Art e Master of Arts pela Slade School of Fine Art. Atualmente, \u00e9 bolseira da FCT, no programa de doutoramento em Escultura da FBAUL e colaboradora do Centro de Investiga\u00e7\u00e3o Vicarte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sele\u00e7\u00e3o de exposi\u00e7\u00f5es: <em>Sensores, part\u00edculas e outros compostos<\/em>, Sal\u00e3o de Ch\u00e1, \u00c1gueda (2023); <em>A persist\u00eancia da mat\u00e9ria: 20 anos VICARTE<\/em>, N\u00facleo de Arte Contempor\u00e2nea do Museu do Vidro, Marinha Grande (2022); <em>Aliquid stat pro aliquo<\/em>, curadoria de Maria Joana Vilela, Studio PR\u00c1M, Praga (2021); <em>TIERRA A LA VISTA. Un paisaje de formas encontradas<\/em>, curadoria de David Barro, galeria PONCE+ROBLES, Madrid (2021); <em>Variations portugaises<\/em>, Centre d\u2019Art de Meymac, curadoria de Caroline Bissi\u00e8re e Jean-Paul Blanchet, Fran\u00e7a (2018); <em>M\u00faltiplos<\/em>, The Drawing Center, Nova Iorque (2016); <em>Descontorno<\/em>, Casa de Burgos, curadoria de Jo\u00e3o Pinharanda, \u00c9vora (2015).<br><br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Maria Fradinho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Frequenta o Mestrado em Artes Pl\u00e1sticas na ESAD.CR. Atuou como assistente de produ\u00e7\u00e3o cultural e restauradora de livros no mesmo estabelecimento de ensino. Participou na exposi\u00e7\u00e3o coletiva <em>M\u00e3os nas m\u00e3os: o futuro<\/em>, na Galeria C\u00e2mara Escura em Torres Vedras; <em>Vir a lume<\/em>, na ESAD:CR; e <em>Decompor e Coser<\/em>, no Museu de Leiria. Atualmente, \u00e9 bolseira na resid\u00eancia art\u00edstica Rama Studio, no projeto \u00abTerrit\u00f3rio \u2013 comunidade \u2013 sustentabilidade\u00bb. Fez tamb\u00e9m resid\u00eancia no projeto \u00abQuarry Sonnets\u00bb, nas pedreiras desativadas da Serra de Aire e Candeeiro, na associa\u00e7\u00e3o YAW, em Calascio (It\u00e1lia), onde participou na exposi\u00e7\u00e3o <em>Arte, Scienza e spiritualit\u00e0<\/em>, e no Mosteiro da Batalha. Publicou o ensaio \u00abO desenho habita o caderno como eu habito o lugar\u00bb no fasc\u00edculo n.\u00ba 4 do jornal <em>If it walks like a duck and it talks like a duck it\u2019s a duck<\/em>. J\u00e1 viajou por 30 cidades europeias, com o intuito de potenciar a pr\u00e1tica art\u00edstica, em descoberta dos limites do Ser.<br><br><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rafaela Salgueiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Rafaela Salgueiro \u00e9 artista visual multidisciplinar, <em>designer<\/em> criativa e autora do projeto <em>I Dress Bodies As If They Were Ideas<\/em>. Trabalha entre os universos da arte e da moda com o objetivo de unificar estas duas pot\u00eancias criativas. Como consequ\u00eancia das suas investiga\u00e7\u00f5es, a artista apresenta novas possibilidades lingu\u00edsticas entre o corpo e a mat\u00e9ria para abordar temas acerca do afeto e sensibilidade numa introdu\u00e7\u00e3o de contacto com outras realidades materiais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 formada em Design de Moda pelo Senac\/S\u00e3o Paulo, e realizou mestrado em Artes Pl\u00e1sticas pelo c\u00edrculo de Bellas Artes de Madrid a partir do desenvolvimento de pesquisa relacionada ao inconsciente, ao afeto e \u00e0 potencial transforma\u00e7\u00e3o dos materiais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00daltimos trabalhos: desenvolvimento cenogr\u00e1fico e performance <em>choreographic atlases<\/em>,com Barbara Cordeiro e Katinka Wissing, Gr\u00f8nbechs G\u00e5rd: Bornholm&#8217;s Centre for Crafts, Dinamarca (2023); a obra <em>gr\u00e3o de areia pl\u00e1stico bolha<\/em>, com Duda Affonso, NowHere, Lisboa, (2022); desenvolvimento de objeto interativo para a performance <em>calor<\/em>, da artista Josefa Pereira, Teatro do Bairro Alto, Lisboa (2022).<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tendo como premissa a frase \u00abO Meu Corpo \u00c9 o Teu Corpo\u00bb, releitura de Rui \u00d3rf\u00e3o a partir da obra de Ernesto de Sousa, o C\u00edrculo de Artes Pl\u00e1sticas de Coimbra lan\u00e7ou um desafio \u00e0 comunidade art\u00edstica, a partir do qual selecionou seis projetos art\u00edsticos in\u00e9ditos que coexistir\u00e3o no CAPC Sede entre outubro e dezembro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4843,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[115,2],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4861"}],"collection":[{"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4861"}],"version-history":[{"count":9,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4861\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4874,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4861\/revisions\/4874"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4843"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4861"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4861"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4861"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}