{"id":5064,"date":"2024-10-22T14:37:46","date_gmt":"2024-10-22T14:37:46","guid":{"rendered":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/?p=5064"},"modified":"2024-10-28T15:26:38","modified_gmt":"2024-10-28T15:26:38","slug":"jogo-do-serio-5","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/jogo-do-serio-5\/","title":{"rendered":"Jogo do S\u00e9rio #5"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><a href=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Jogo-do-Serio-5-Cartaz-750px-1.png\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"750\" height=\"938\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Jogo-do-Serio-5-Cartaz-750px-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-5090\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Jogo-do-Serio-5-Cartaz-750px-1.png 750w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Jogo-do-Serio-5-Cartaz-750px-1-240x300.png 240w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p> <br>  <br>Como aprendemos na inf\u00e2ncia, no jogo do s\u00e9rio n\u00e3o podemos sorrir, pestanejar ou sequer desviar o olhar. Tudo isto \u00e9 motivo para a penaliza\u00e7\u00e3o fatal: a derrota. Quando dois corpos se encaram no <em>Jogo do S\u00e9rio<\/em>, \u00e9 por demais evidente a tens\u00e3o que se cria entre ambos. N\u00e3o h\u00e1 lugar para ced\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste projeto curatorial, prop\u00f4s-se \u00e0 comunidade art\u00edstica, e n\u00e3o s\u00f3, a sugest\u00e3o de um ou mais objetos que pudessem ser parceiros de jogo da obra exposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Para este quinto momento, de 26 de outubro a 2 de fevereiro, procurou-se um parceiro para a obra <em>Container #8 <\/em>(2018), de Pedro Pires.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da delibera\u00e7\u00e3o do j\u00fari, o quinto Jogo do S\u00e9rio conta com um objeto proposto pela dupla Rafael Vieira + Liliana Marante [Tipos de Coimbra], em resposta \u00e0 j\u00e1 anunciada obra. A rela\u00e7\u00e3o entre <em>Container #8<\/em> e<em> Festa Feliz<\/em> pareceu, ao j\u00fari, a mais apropriada tendo em conta o pressuposto curatorial, n\u00e3o obstante a qualidade das diversas propostas enviadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Joguemos ao <em>Jogo do S\u00e9rio<\/em>. Um corpo em frente a outro. Devem olhar-se fixamente.<br>Quem rir, desviar o olhar ou pestanejar perde.<\/p>\n\n\n\n<p>Estar im\u00f3vel, mas, no entanto, n\u00e3o estar parado: continua a jogar-se \u00e0 medida da letargia. <br>Contribui-se para uma simetria de inten\u00e7\u00f5es, quebrada pela assimetria \u00e0 superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<p>Daniel Madeira<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p> <br> <br><strong>Pedro Pires<\/strong> usa diferentes suportes, t\u00e9cnicas e objetos do dia a dia que s\u00e3o fortemente utilit\u00e1rios e produzidos industrialmente. Desenvolve estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o, sendo a figura humana um elemento constante na sua obra. Trabalha maioritariamente em escultura e desenho e na interse\u00e7\u00e3o destes suportes, existindo uma procura de estrat\u00e9gias de ambival\u00eancia, com abordagens figurativas e conceptuais.<\/p>\n\n\n\n<p>A sua pesquisa flutua entre tr\u00eas assuntos principais: um sentimento de identidade deslocada; migra\u00e7\u00e3o; e direitos humanos. As assimetrias sociais, pol\u00edticas e econ\u00f3micas da sua posi\u00e7\u00e3o nos territ\u00f3rios de Angola e Portugal direcionam as suas reflex\u00f5es e questionam o sentimento de identidade e perten\u00e7a. O presente \u00e9&nbsp;questionado para refletir no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Das exposi\u00e7\u00f5es e projetos em que participou destacam-se: Sculpture in the City, Londres (Reino Unido); Fondation Montresso, Marraquexe (Marrocos); Bienal de Cartasia, Lucca (It\u00e1lia); Fondation Blachere, Apt (Fran\u00e7a); Bienal Biso, Burkina Faso; Museu de Hist\u00f3ria Natural de Angola, Luanda (Angola); Museu de Belas Artes de Montreal, Montreal (Canad\u00e1); Lagos Biennial, Lagos (Nig\u00e9ria); Cape Town Art Fair, Cidade do Cabo, e Joburg Art Fair, Joanesburgo (\u00c1frica do Sul); Expo Chicago, Chicago (EUA); Festival Pol\u00edtica, Lisboa, Braga e \u00c9vora (Portugal); Delfina Foundation, Londres (Reino Unido); Hangar, Lisboa (Portugal).<br> <\/p>\n\n\n\n<p> <br><strong>Rafael Vieira<\/strong>, Coimbra, 1979. Jornalista e arquiteto, mestre em Reabilita\u00e7\u00e3o Urbana e p\u00f3s-graduando em Jornalismo de Investiga\u00e7\u00e3o Colaborativo na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Gere o reposit\u00f3rio <em>online<\/em> CoimbraStreetArt e \u00e9 ativista nos grupos c\u00edvicos Eu Tamb\u00e9m Coimbra e Coimbr\u2019a Pedal. \u00c9 um dos criadores, recoletor e facilitador do projecto [TdC].<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Liliana Marante<\/strong>, \u00c1gueda, 1985. Psic\u00f3loga e terapeuta massagista, mestre em Psicologia Sist\u00e9mica e p\u00f3s-graduanda em Dan\u00e7a e Movimento em Psicoterapia na FPCE da Universidade de Coimbra. \u00c9 ativista do coletivo Coimbr\u2019a Pedal. \u00c9 a outra criadora do projecto [TdC].<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Apresenta\u00e7\u00e3o do projeto Tipos de Coimbra [TdC]<br><\/strong>Tipos de Coimbra [TdC] \u00e9 um projeto sem fins lucrativos de laivos museol\u00f3gicos que pretende resgatar os letreiros e reclames publicit\u00e1rios ainda existentes na face da cidade de Coimbra e que estejam em risco de perda ou destrui\u00e7\u00e3o, subtraindo-os das fachadas e preservando-os em acervo din\u00e2mico. Vive na interse\u00e7\u00e3o de mem\u00f3ria, hist\u00f3ria, arte e tecnologia, enquanto testemunho temporal de um<em> genius loci <\/em>e atemporal para a ressignifica\u00e7\u00e3o de um sentido de perten\u00e7a. Enquanto projeto permanentemente em constru\u00e7\u00e3o, que cresce a cada resgate, o objetivo \u00e9 tamb\u00e9m restaurar e expor os elementos reclamados das ruas. O acervo conta agora com 29 pe\u00e7as, apresentando elementos em vidro com n\u00e9on, caixas de luz em acr\u00edlico, chapas met\u00e1licas e outros artefactos de diversas d\u00e9cadas, que testemunham diferentes \u00e9pocas da imagem gr\u00e1fica da cidade de Coimbra, enquanto pretendem fixar o elemento gr\u00e1fico, tecnol\u00f3gico e topogr\u00e1fico que j\u00e1 preencheu a paisagem urbana. \u00c9 pretens\u00e3o \u00faltima evoluir para uma estrutura museol\u00f3gica, tamb\u00e9m com o objetivo de promover exposi\u00e7\u00f5es e publica\u00e7\u00f5es, de forma que se d\u00ea a conhecer ao p\u00fablico as tecnologias e topografia destes letreiros e reclames, fixando tamb\u00e9m as hist\u00f3rias das marcas, empresas e pessoas que residem nestes elementos. Al\u00e9m do acervo atual, decorrem igualmente negocia\u00e7\u00f5es de forma a viabilizar o resgate de cerca de uma dezena de letreiros em Coimbra e em localidades vizinhas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como aprendemos na inf\u00e2ncia, no jogo do s\u00e9rio n\u00e3o podemos sorrir, pestanejar ou sequer desviar o olhar. Tudo isto \u00e9 motivo para a penaliza\u00e7\u00e3o fatal: a derrota. Quando dois corpos se encaram no Jogo do S\u00e9rio, \u00e9 por demais evidente a tens\u00e3o que se cria entre ambos. N\u00e3o h\u00e1 lugar para ced\u00eancias. 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