{"id":712,"date":"2014-04-24T15:55:04","date_gmt":"2014-04-24T15:55:04","guid":{"rendered":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/?p=712"},"modified":"2020-03-10T15:11:22","modified_gmt":"2020-03-10T15:11:22","slug":"pedro-pousada","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/pedro-pousada\/","title":{"rendered":"<b>Liberdade<\/b><br>Pedro Pousada"},"content":{"rendered":"<blockquote><p>&#8220;\u00c9 mais dif\u00edcil honrar a mem\u00f3ria dos an\u00f3nimos, do sem nome do que a mem\u00f3ria dos famosos.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Walter Benjamin<\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: left;\"><em><strong>Liberdade<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Interven\u00e7\u00e3o de rua na fachada da sede do C\u00edrculo de Artes Pl\u00e1sticas de Coimbra pelo artista pl\u00e1stico Pedro Pousada, promovida pelo Col\u00e9gio das Artes da Universidade de Coimbra.<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o de um painel de grandes dimens\u00f5es que cobrir\u00e1 toda a fachada tomando a ideia de \u201cLiberdade\u201d como ponto de partida e slogan, assumindo a dimens\u00e3o urbana da interven\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA inaugura\u00e7\u00e3o, acontecendo na noite de 24 de Abril, ser\u00e1 evoca\u00e7\u00e3o da Liberdade enquanto desejo no limiar de se cumprir.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\n<p><em><strong>A Mem\u00f3ria dos An\u00f3nimos:<\/strong><\/em><\/p>\n<p>\u201cO que me custou mais da vida clandestina foi separar-me do meu filhito, era muito pequeno quando o deixei com os meus sogros e quando o voltei a ver era um homem feito, nunca me perdoou, damo-nos mal, ele comigo, mas agora tenho o meu neto.\u201d<\/p>\n<p>\u201cEra j\u00e1 noite, as m\u00e1quinas da tipografia tinham terminado, est\u00e1vamos a por tudo em ma\u00e7os, era propaganda do MUD, sai, senti passos, corri, corri tanto que parecia ter vencido mas tropecei e quando me levantei tinha uma pistola apontada \u00e0 cabe\u00e7a Fui preso, bateram-me, muito, acusavam-me de ser comunista, e eu, que nem sabia o que isso era, decidi nesse mesma dia saber o que era um comunista. E agora aqui estou eu na paragem do 31, o autocarro n\u00e3o chega, \u00e9 sempre a mesma coisa\u2026E estas pessoas n\u00e3o sabem que um dia lutei por elas, quando elas n\u00e3o tinham nascido e eu n\u00e3o sabia o que era a luta at\u00e9 me amea\u00e7arem matar por andar com uns pap\u00e9is, j\u00e1 n\u00e3o me recordo se cheguei a ler o manifesto, mas estava contra a fome, a mis\u00e9ria em que viv\u00edamos.\u201d<\/p>\n<p>\u201cNasci em 1968, a minha m\u00e3e morreu quando eu tinha quatro anos, tive que me virar, fui viver com a minha av\u00f3, na Madeira, ela vivia num aldeia, era tudo pobre, n\u00e3o havia electricidade, bebia-se a \u00e1gua que descia das levadas, ela tinha uma vaca e o leite que dava eram o nosso sustento, quatro contos, ela sofrera uma trombose e n\u00e3o mexia uma das pernas, encostava-se muito direitinha \u00e0 vaca e mugia-a, era eu que levava o leite, \u00e0s quatro da manh\u00e3, no meio da escurid\u00e3o, por aqueles caminhos, vivi dezasseis anos naquela ilha, e foi aquela vaca que me pagou os estudos at\u00e9 \u00e0 quarta-classe e nos sustentou, agora estou aqui, nesta oficina, a mudar pneus, ganho quinhentos euros e o patr\u00e3o j\u00e1 avisou que n\u00e3o vai haver aumentos.\u201d<\/p>\n<p>\u201cComecei a trabalhar aos seis anitos, na apanha da azeitona ou a ceifar no campo, era o que calhava, saia de casa ainda era noite, e percorr\u00edamos muitos quil\u00f3metros at\u00e9 chegarmos ao lugar da jorna, era pequenita ficava atr\u00e1s dos mais velhos a respigar, punha-mos sacas de farinha \u00e0 volta da nossa roupa para a humidade do campo n\u00e3o nos encharcar mas mesmo assim fic\u00e1vamos todas molhadas, os p\u00e9s empapados, era um frio que nos amargurava. \u00c0 noite punham-nos compressas de mostarda para limparmos os pulm\u00f5es, n\u00e3o fossemos apanhar uma pneumonia, e tantos apanharam. Sub\u00edamos \u00e0s \u00e1rvores e pux\u00e1vamos as azeitonas e as m\u00e3os ficavam cheias de feridas, em carne viva, do\u00eda tanto e mesmo assim t\u00ednhamos que continuar; havia fome e os nossos pais com vergonha diziam para irmos pedir um pouco de p\u00e3o e uma medida de azeite aos patr\u00f5es, os celeiros estavam cheios, mas os feitores diziam que estava tudo fechado e que os patr\u00f5es estavam para o Estoril, e eles n\u00e3o podiam abrir sem autoriza\u00e7\u00e3o, o meu pai arranjou maneira que todos fiz\u00e9ssemos a quarta classe, vest\u00edamos roupas de adulto, coisas usadas e l\u00e1 \u00edamos, para andarmos cal\u00e7ados o meu pai sacrificou-se e durante anos usava os mesmos sapatos, para segurar a sola enrolava arames que arranjava, muitos anos usou aqueles sapatos, tive um irm\u00e3ozito que morreu, foi um acidente, a minha m\u00e3e andava a caiar e ele bebeu do jarro onde estava a cal, queimou-se todo por dentro, pensou que era leite, era a fome, tenho uma filha que andou metida na droga mas agora j\u00e1 se endireitou, foi duro. Queremos dar aos nossos filhos aquilo que n\u00e3o tivemos e depois parece que corre tudo mal.\u201d<\/p>\n<p>\u201cEu, quando me falam que no outro tempo \u00e9 que era bom, digo, qual tempo? Eu s\u00f3 vi mis\u00e9ria, as pessoas sofriam de fome e tinha que se calar, ai delas se na mercearia da aldeia se punham a barafustar com o pre\u00e7o do p\u00e3o, eram logo denunciadas pelo dono da venda que era um bufo, era s\u00f3 salamaleques para os donos da terra e para os pobres era s\u00f3 desprezo; tive que me por dali para fora, fui, para Fran\u00e7a, e regressei por causa dos filhos, para n\u00e3o crescerem num pa\u00eds que n\u00e3o o meu, mas estou arrependido, isto mudou pouco, eles andam outra vez a baralhar as cartas; sabe que a primeira vez que usei uns sapatos foi quando cheguei a Fran\u00e7a? Era como cair noutro planeta, a vida era diferente em tudo, a forma como as pessoas nos tratavam, o trabalho, a cultura, a comida. Ali fui finalmente feliz.\u201d<\/p>\n<p>\u201cQuando acabou a guerra descemos para a baixa, era uma alegria contagiante, havia bandeiras dos pa\u00edses aliados menos da R\u00fassia, e volta e meia algu\u00e9m gritava \u201cViva o Rossio!\u201d Ent\u00e3o todos aclamavam o Rossio, e a pol\u00edcia come\u00e7ava logo a dispersar-nos.\u201d<\/p>\n<p>\u201cEu tenho doze irm\u00e3os, comemos seis de cada vez de uma grande panela de esparguete, \u00e0s seis levanto-me para ir trabalhar naquela serra\u00e7\u00e3o ao p\u00e9 do lavadouro p\u00fablico, envernizo as cadeiras com uma pistola de tinta, \u00e0s nove horas descarrego para o liceu, estou a fazer o d\u00e9cimo, \u00e0s seis regresso e fico at\u00e9 \u00e0s dez no trabalho, quando chego a casa ainda espreito os livros mas \u00e9 dif\u00edcil, o que vale \u00e9 que tenho boa mem\u00f3ria e ou\u00e7o os professores, quero tirar um curso de contabilidade, agora que estamos na Europa parece que tem futuro.\u201d<\/p>\n<p>\u201cQuando foi o vinte e cinco de Abril, estava ali para os lados da Alameda, a pintar um apartamento, j\u00e1 h\u00e1 muito tempo que estava desempregado, n\u00e3o me davam trabalho por ser comunista, e um amigo arranjara-me um trabalhito, ouvi os carros blindados, assomei-me \u00e0 varanda, gritavam que era a revolu\u00e7\u00e3o, que o Caetano estava preso no Carmo, nem podia acreditar, desci a correr, juntei-me aos mo\u00e7os e \u00e0s mo\u00e7as, foi o momento mais feliz da minha vida, esse e o dia em que cheguei \u00e0 Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.\u201d<\/p>\n<p>\u201cFui expulso das letras em Lisboa por actividades subversivas, tive que acabar o curso em Coimbra, chamaram-me para a tropa, fui colocado num batalh\u00e3o disciplinar, enviaram-me para a Guin\u00e9, fazia parte da log\u00edstica que apoiava os tipos que estavam nas bases mais isoladas, assisti a casos de loucura, meses naquele s\u00edtio, o desespero era imenso, vi gigantes a chorarem como crian\u00e7as.\u201d<\/p>\n<p>\u201c Uma vez o PAIGC fez-nos uma emboscada, sabe com qu\u00ea? Vespas, puseram um ninho escondido numa \u00e1rvore onde sabiam que \u00edamos parar para arranjar sombra, elas estavam zaranzas da mudan\u00e7a e quando nos apanharam ali, aquela malta toda a fazer ru\u00eddo, o cheiro, sei l\u00e1, cismaram em cima de n\u00f3s, fiquei doente de tanta picada, ainda hoje tremo todo quando me lembro. N\u00e3o gastaram uma bala e arrumaram-nos. Nessa altura j\u00e1 tinha mulher e filho, \u00e9ramos jornaleiros, muita fominha passamos, ainda pensei dar o salto para Fran\u00e7a, mas tive medo, oxal\u00e1 n\u00e3o tivesse tido.\u201d<\/p>\n<p>\u201cLembra-se daquele filme em que as tropas portuguesas atravessam a baia de Luanda, todos perfilados? Eu estava l\u00e1, t\u00ednhamos acabado de sair do barco, est\u00e1vamos exaustos, os meus homens tinham passado a viagem a vomitar, nunca tinham andado de barco, pois os filhos da m\u00e3e ainda nos obrigaram a percorrer aqueles quil\u00f3metros todos. Foi uma estafa e na primeira semana perdi logo cinco dos meus homens, eles iam no jipe da frente e pisaram uma mina, foi perto de Luanda, dois morreram logo ali e os outros ficaram aos bocados; e dias depois tivemos uma emboscada, outros tantos ca\u00eddos, comecei a fazer contas, defeito de ser banc\u00e1rio, e cheguei \u00e0 conclus\u00e3o que n\u00e3o chegava ao fim do m\u00eas. Sabe que nome o africano d\u00e1, l\u00e1 na picada, ao gafanhoto? Camar\u00e3o voador. Engra\u00e7ado, n\u00e3o \u00e9? Tantas coisas que lhe podia contar. Fartei-me de matar, o que \u00e9 que julga? Se voc\u00ea l\u00e1 estivesse n\u00e3o fazia o mesmo? Julga que eu queria ir para Angola, eles perguntaram-me? Sabe l\u00e1 o nojo que aquilo foi, ent\u00e3o no Norte quando cheg\u00e1mos era s\u00f3 gente morta, tudo, homens, mulheres e crian\u00e7as, a pr\u00f3pria criadagem tinha-os cortado aos bocados, e a retalia\u00e7\u00e3o foi enorme, lembro-me numa quinta os carterpillars a empurrarem pilhas e pilhas de africanos mortos para dentro de valas, se eles mataram muitos, n\u00f3s batemos recordes, e n\u00e3o era s\u00f3 a tropa, eram os fazendeiros, os de l\u00e1, n\u00e3o deixavam escapar um negro que fosse, j\u00e1 pensou nisto? Eu que vinha de Lisboa, nunca tinha feito mal a uma mosca e agora estava ali a dar cabo de pessoas como quem come castanhas, est\u00e1 a ver era como aquelas sacas ali, os corpos chegavam ao tecto deste armaz\u00e9m, e ainda havia vivos, eles gemiam e diziam, \u00f3 branco ajuda-me, e n\u00f3s daqui diz\u00edamos, onde \u00e9 que est\u00e1s? Acena, e eles, coitados mexiam os deditos, e n\u00f3s pumba, um tiro e eles l\u00e1 ficavam, como os outros; chegou uma altura que j\u00e1 n\u00e3o queria saber, uma vez cheguei \u00e0 base t\u00e3o exausto que adormeci ao lado dos cad\u00e1veres dos meus camaradas. E aquele mato cerrado que parecia noite e ainda o dia ia alto. S\u00f3 verde de todos os feitios, em dez passos uma pessoa j\u00e1 n\u00e3o sabia voltar para tr\u00e1s\u2026e eu que era de Lisboa.\u201d<\/p>\n<p>\u201cA primeira vez que prenderam o meu irm\u00e3o foi na R\u00e9gua, em 1936, ele j\u00e1 era engenheiro, come\u00e7ara a guerra em Espanha e ele l\u00e1 no caf\u00e9 botou um discurso contra a ditadura, contra os golpistas e que era preciso ajudar a Rep\u00fablica, falou da injusti\u00e7a, da falta de liberdade, parece que as pessoas aplaudiram e foi levado em ombros mas depois foi preso; uma vez a Pide veio busc\u00e1-lo aqui a esta casa, ele estava l\u00e1 em cima no tanque das tangerineiras, com as filhas a refrescarem-se do calor, a Pide algemou-o ali \u00e0 frente delas, levaram-nos para o Porto e esteve incomunic\u00e1vel durante muito tempo, n\u00e3o sab\u00edamos se estava vivo ou morto. Bateram-lhe muito, eu sei que lhe bateram, vi-o no seu rosto. Ele n\u00e3o chegou a ver o 25 de Abril, morreu novo, um cancro, foi do sofrimento, das humilha\u00e7\u00f5es; como ele teria gostado de viver esses tempos\u2026\u201d<\/p>\n<p>\u201cQuando era mo\u00e7a pequena lembro-me de ver a GNR a escoltar um homem que fora apanhado a tirar bolotas num terreno do morgado l\u00e1 da terra, obrigaram-no a carregar o saco at\u00e9 ao posto; parece que quando l\u00e1 chegou ainda lhe bateram. Bolotas, j\u00e1 viu? Para engordar um porquito com que governava a sua vida e a dos seus\u2026\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_714\" style=\"width: 935px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/PP-2014-4.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-714\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-714 size-full\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/PP-2014-4.jpg\" alt=\"OLYMPUS DIGITAL CAMERA\" width=\"925\" height=\"693\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/PP-2014-4.jpg 925w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/PP-2014-4-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 925px) 100vw, 925px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-714\" class=\"wp-caption-text\">Exposi\u00e7\u00e3o Liberdade, Interven\u00e7\u00e3o na fachada do C\u00edrculo Sede<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_715\" style=\"width: 935px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/PP-2014-5.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-715\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-715 size-full\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/PP-2014-5.jpg\" alt=\"\" width=\"925\" height=\"693\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/PP-2014-5.jpg 925w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/PP-2014-5-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 925px) 100vw, 925px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-715\" class=\"wp-caption-text\">Exposi\u00e7\u00e3o Liberdade, Interven\u00e7\u00e3o na fachada do C\u00edrculo Sede<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_716\" style=\"width: 935px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/PP-2014-6.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-716\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-716 size-full\" src=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/PP-2014-6.jpg\" alt=\"\" width=\"925\" height=\"693\" srcset=\"http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/PP-2014-6.jpg 925w, http:\/\/capc.com.pt\/site\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/PP-2014-6-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 925px) 100vw, 925px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-716\" class=\"wp-caption-text\">Exposi\u00e7\u00e3o Liberdade, Interven\u00e7\u00e3o na fachada do C\u00edrculo Sede<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;\u00c9 mais dif\u00edcil honrar a mem\u00f3ria dos an\u00f3nimos, do sem nome do que a mem\u00f3ria dos famosos.&#8221; Walter Benjamin Liberdade Interven\u00e7\u00e3o de rua na fachada da sede do C\u00edrculo de Artes Pl\u00e1sticas de Coimbra pelo artista pl\u00e1stico Pedro Pousada, promovida pelo Col\u00e9gio das Artes da Universidade de Coimbra. Produ\u00e7\u00e3o de um painel de grandes dimens\u00f5es [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":713,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2],"tags":[34,13,6,12,33],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/712"}],"collection":[{"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=712"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/712\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3211,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/712\/revisions\/3211"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/713"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=712"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=712"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/capc.com.pt\/site\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=712"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}